A Anvisa emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos graves de pancreatite aguda associados ao uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1. O uso indevido dessas substâncias, como a Semaglutida e a Tirzepatida, tem elevado o número de notificações de efeitos adversos fatais em 2026.
Quais medicamentos estão sob vigilância da agência?
A classe monitorada inclui fármacos populares conhecidos como canetas emagrecedoras, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade. Substâncias como a Dulaglutida, Liraglutida e as versões mais modernas de aplicação semanal estão no centro do monitoramento federal.
Embora os benefícios terapêuticos superem os riscos quando há indicação médica, a utilização estética sem acompanhamento profissional potencializa danos severos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforça que a automedicação impede o diagnóstico precoce de inflamações no pâncreas.
Como a pancreatite aguda se manifesta no usuário?
A inflamação do pâncreas pode evoluir para formas necrotizantes, sendo uma reação adversa já prevista nas bulas oficiais dos fabricantes. O quadro clínico exige interrupção imediata do tratamento e suporte hospitalar para evitar o óbito do paciente.
Para identificar os sinais de alerta que exigem atendimento médico urgente, os usuários devem observar os seguintes sintomas:
- Dor abdominal intensa e persistente que irradia para as costas.
- Náuseas frequentes acompanhadas de vômitos persistentes.
- Sensibilidade excessiva ao toque na região do abdômen superior.
Quais são os dados sobre óbitos e notificações?
O cenário internacional acendeu o sinal amarelo após a MHRA, autoridade do Reino Unido, registrar 19 óbitos relacionados a esses fármacos até outubro de 2025. No Brasil, o sistema oficial já contabiliza 145 notificações de eventos adversos e seis mortes suspeitas.
Para entender as novas exigências de compra e os prazos de validade documental, veja o resumo das normas vigentes abaixo:
Por que a retenção de receita tornou-se obrigatória?
Desde junho de 2025, as farmácias brasileiras são obrigadas a reter a receita médica para a venda desses emagrecedores. A medida visa equiparar o controle dessas canetas ao de antibióticos, dificultando o acesso indiscriminado para fins puramente cosméticos.
O monitoramento constante da Anvisa já apontou outros riscos anteriores, como aspiração em cirurgias e perda visual rara. A fiscalização rigorosa busca assegurar que apenas pacientes com necessidade clínica real utilizem as terapias baseadas em GLP-1.
Como os profissionais de saúde devem proceder?
Médicos e farmacêuticos devem suspender a administração do fármaco ao primeiro sinal de suspeita de pancreatite. A confirmação do diagnóstico impede definitivamente a continuidade do uso dessas substâncias pelo paciente afetado para garantir sua sobrevivência.
A Anvisa destaca a importância de registrar qualquer intercorrência nos sistemas oficiais de controle sanitário:
- Notificar eventos adversos suspeitos por meio da plataforma VigiMed.
- Orientar o paciente sobre os riscos de uso fora das indicações de bula.
- Avaliar o histórico familiar de doenças pancreáticas antes da prescrição.
Qual é o próximo passo para quem utiliza esses fármacos?
Pacientes em tratamento devem manter consultas regulares e nunca adquirir o medicamento sem a devida orientação técnica. A transparência no relato de sintomas contribui para o banco de dados de segurança da Vigilância Sanitária nacional.
A colaboração entre usuários e órgãos de controle é a única forma de manter os benefícios da medicação sem expor a população a riscos evitáveis. Denúncias sobre vendas sem receita podem ser feitas diretamente nos canais de ouvidoria do governo.