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Anvisa proíbe marca de suplementos por fabricação sem licença e alerta para risco de contaminação por falta de higiene

Por Guilherme Silva
07/fev/2026
Em Geral
Anvisa proíbe marca de suplementos por fabricação sem licença e alerta para risco de contaminação por falta de higiene

Anvisa proibiu e apreendeu suplementos da Livs Brasil por falta de licença

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A Anvisa publicou na sexta-feira de janeiro (30/1) a ordem de proibição e apreensão de todos os produtos fabricados pela empresa Livs Brasil. A medida administrativa responde à constatação de que a fábrica operava sem licença sanitária e em desacordo com as normas de produção segura.

Por que a fiscalização em Olímpia interditou a fabricação?

A Vigilância Sanitária Municipal de Olímpia, em São Paulo, verificou que a linha de produção da empresa funcionava sem a documentação legal exigida. A falta de licenciamento impede que as autoridades certifiquem a origem das matérias-primas e a higiene dos processos industriais.

Além da irregularidade documental, os inspetores relataram o não cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Essas diretrizes são requisitos técnicos obrigatórios para garantir que os suplementos alimentares cheguem ao consumidor sem alterações químicas ou contaminações.

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Anvisa - Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom
Anvisa em celular – Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom

Quais são os riscos sanitários da ausência de boas práticas?

A operação industrial sem certificação de BPF expõe o consumidor a incertezas sobre a composição real do produto. A tabela a seguir apresenta uma ilustração geral dos riscos associados à falta dessas normas, baseada na legislação vigente e não em laudos laboratoriais específicos deste caso.

Requisito de SegurançaIndústria com BPF (Padrão)Risco na Ausência de BPF
Controle de QualidadeAnálise auditada por lote.Falta de garantia de pureza.
Ambiente FabrilÁreas estéreis e controladas.Vulnerabilidade a contaminantes.
PadronizaçãoDosagem precisa dos ativos.Possibilidade de subdosagem.

O que a Resolução 332 impõe ao comércio nacional?

A Resolução RE nº 332, publicada no Diário Oficial da União, determina o bloqueio integral das atividades comerciais da marca. A abrangência da medida visa retirar de circulação todos os itens produzidos sob as condições irregulares detectadas pela vigilância local.

As determinações da agência reguladora incluem ações imediatas para conter a distribuição dos produtos:

⚠️

Determinações da agência reguladora

Ações imediatas para conter a distribuição e garantir a segurança do consumidor
🚫

Suspensão total

Proibição da fabricação, comercialização e distribuição de todo o portfólio de produtos.
📵

Veto publicitário

Proibição imediata de divulgação e propaganda dos suplementos em qualquer mídia.
📦

Ordem de apreensão

Recolhimento de todas as unidades remanescentes no varejo físico e em lojas digitais.
Status atual:
Vigência imediata em todo o território nacional.

Como o consumidor deve agir se possuir o produto?

A recomendação oficial é suspender o uso de qualquer suplemento da marca imediatamente. A ingestão de produtos fabricados sem as garantias sanitárias mínimas podem representar risco à saúde, mesmo que não haja sintomas visíveis de imediato.

Para o descarte ou ressarcimento, o cliente deve buscar orientação junto aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. O Código de Defesa do Consumidor prevê a responsabilidade do fornecedor e do comerciante na restituição de valores pagos por itens impróprios ao consumo.

Agente da Anvisa trabalhando em retirada de produtos no local (Imagem ilustrativa)
Agente da Anvisa trabalhando em retirada de produtos no local (Imagem ilustrativa)

Qual o impacto dessa decisão para o setor regulado?

O caso da Livs Brasil ilustra a importância do cumprimento rigoroso das normas sanitárias para a manutenção das atividades industriais. A atuação da Anvisa reforça que a licença de funcionamento e as Boas Práticas de Fabricação são requisitos obrigatórios conforme as normas vigentes.

Para o mercado consumidor, o episódio destaca a necessidade de checar a regularidade dos fabricantes. A verificação prévia da situação cadastral das empresas no portal da Anvisa torna-se uma etapa fundamental de segurança antes da aquisição de qualquer suplemento alimentar.

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