Para garantir a segurança da sua saúde em 2026, é essencial estar atento às recentes decisões dos órgãos de fiscalização. Uma nova resolução da Anvisa retirou do mercado marcas de suplementos alimentares clandestinos que utilizavam ingredientes proibidos e faziam promessas milagrosas. Descubra agora quais produtos foram vetados e como identificar itens que representam risco sanitário.
Por que a agência determinou a apreensão imediata desses produtos?
A decisão drástica de proibir a fabricação e venda desses itens baseia-se no risco sanitário direto que eles representam à população. A Anvisa identificou que as marcas operavam de forma clandestina, sem qualquer registro ou notificação obrigatória no sistema de vigilância. Isso significa que não existe garantia sobre a higiene da fabricação ou a pureza dos ingredientes.
Além da informalidade, a medida visa cumprir a norma que proíbe o uso da planta ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) especificamente em suplementos industriais. Embora a planta seja segura para consumo culinário in natura, sua versão concentrada em cápsulas carece de evidências científicas que garantam a ausência de toxicidade. A falta de estudos clínicos impossibilita assegurar que o consumo concentrado não cause efeitos colaterais graves.
Quais foram as marcas retiradas do mercado pela ação fiscal?
A ação fiscal mirou produtos que ganharam popularidade através de propagandas enganosas que prometiam curas milagrosas ou vigor físico. A Anvisa ordenou o recolhimento de todos os lotes, proibindo inclusive a estocagem e divulgação por farmácias e sites de e-commerce.
Os alvos principais da operação foram itens fabricados por empresas com graves inconsistências cadastrais:
Quais os riscos reais de consumir esses suplementos irregulares?
Ingerir produtos clandestinos expõe o organismo a contaminantes perigosos, como metais pesados ou substâncias farmacológicas não declaradas. Como não passam por controle de qualidade, esses itens podem conter ingredientes ocultos usados para simular efeitos rápidos, enganando o consumidor. Ao adquirir marcas proibidas, o cidadão assume riscos graves à própria integridade física.
Os perigos incluem intoxicação hepática severa devido à sobrecarga do fígado por ervas concentradas sem dosagem segura. Além disso, há o risco de reações alérgicas graves e interações medicamentosas que podem anular o efeito de remédios contínuos, como anticoagulantes. Em muitos casos, o consumidor paga por um placebo que contém apenas farinha sem qualquer valor nutricional.
Qual a diferença entre a planta in natura e o suplemento proibido?
A restrição da Anvisa é estritamente técnica e voltada para a indústria de suplementação, não afetando o consumo tradicional da hortaliça fresca. É fundamental entender que a forma de apresentação do produto altera completamente o seu perfil de segurança biológica. As principais diferenças entre o uso culinário e o industrial concentrado incluem:
- Status Legal: A planta fresca é liberada para venda em feiras, enquanto a cápsula industrial está proibida desde abril de 2025.
- Concentração de Ativos: No alimento, os compostos são diluídos em fibras e água; no suplemento, a altíssima concentração pode ser tóxica.
- Histórico de Segurança: O uso culinário é comprovado milenarmente, mas a ingestão concentrada carece de estudos que garantam proteção ao consumidor.
Como verificar se um suplemento alimentar é seguro antes da compra?
A regra de ouro para evitar cair em golpes é realizar a checagem oficial no sistema da Anvisa antes de finalizar a compra. Todo suplemento regularizado no Brasil deve apresentar sua notificação ou registro visível na embalagem e no portal da agência. Desconfie imediatamente de promessas de cura de doenças, pois a legislação brasileira proíbe alegações terapêuticas para suplementos.
O consumidor pode consultar a situação de qualquer marca pelo aplicativo oficial do governo ou no portal da vigilância sanitária. Caso identifique a venda dos produtos proibidos, como o Erenobis ou o Óliver Turbo, a orientação é denunciar através da plataforma Fala.BR. A denúncia ajuda as autoridades a retirarem de circulação esses itens perigosos, protegendo a saúde coletiva.