A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, medidas restritivas contra produtos irregulares. A Resolução-RE nº 475/2026, divulgada no Diário Oficial da União (DOU), determina a apreensão e o recolhimento de cosméticos e saneantes. A medida visa proteger o consumidor contra itens sem registro ou com falhas graves de qualidade no Brasil.
Por que a Anvisa proibiu o Gel Cola Elle e Ella para mega hair?
A principal ação fiscal recaiu sobre o cosmético Gel Cola Elle e Ella, utilizado para fixação de extensões capilares. A agência constatou que o produto possui origem desconhecida e era fabricado sem qualquer tipo de registro sanitário oficial. A empresa responsável também não detinha a Autorização de Funcionamento (AFE) necessária para a produção de cosméticos.
Com a decisão, estão proibidas a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda do produto em todo o território nacional. A ausência de registro impede que a Anvisa verifique a segurança dos componentes químicos utilizados na fórmula. O uso de substâncias não testadas pode causar reações alérgicas graves ou danos permanentes ao couro cabeludo das usuárias em 2026.
Quais produtos de limpeza e cosméticos foram afetados pela medida?
Outros itens de higiene e limpeza também sofreram suspensão imediata devido à falta de regularização ou problemas em testes laboratoriais. Produtos das marcas Steel Liss e Brilhex foram citados nominalmente na resolução da Anvisa por apresentarem riscos diretos à saúde pública. O recolhimento abrange lotes específicos que já estavam circulando em pontos de venda físicos e digitais.
Confira na tabela abaixo os detalhes dos saneantes e cosméticos afetados pela resolução de 2026:
Quais riscos a contaminação bacteriana no Álcool Brilhex oferece?
A fiscalização identificou resultados insatisfatórios em lotes do Álcool 70° Brilhex (L14 e L15) e do Álcool Hidrato 92,8% Brilhex (L08). Ensaios laboratoriais detectaram a presença de bactérias do gênero Bacillus spp, o que anula a função antisséptica do produto. A contaminação pode causar infecções graves se o álcool for utilizado em peles com pequenas lesões ou sensibilidades.
Além da contaminação biológica, a Anvisa apontou a ausência de informações obrigatórias na rotulagem desses produtos. A falta de instruções claras de uso e advertências de segurança é um fator determinante para a suspensão das vendas. O consumidor deve verificar o lote impresso na embalagem e interromper o uso imediatamente caso o item pertença às séries citadas na resolução de 2026.
Para garantir a segurança doméstica, observe as seguintes recomendações:
- Verificação de Lote: Confira se o seu frasco de álcool Brilhex corresponde aos lotes L14, L15 ou L08.
- Descarte Seguro: Não utilize produtos de limpeza sem registro, especialmente soda cáustica, pelo risco de queimaduras.
- Substituição: Entre em contato com o fabricante para solicitar a troca de itens que sofreram recolhimento.
- Cuidado Capilar: Evite o uso de colas para mega hair de marcas que não apresentam o número de registro da Anvisa.
O que as autoridades planejam para combater o mercado clandestino?
A Anvisa reforça que o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação não é opcional, mas um requisito para a operação legal no Brasil. As fiscalizações coordenadas em 2026 visam retirar de circulação fabricantes que operam em estabelecimentos sem licença. A interdição de marcas como Elle e Ella e Steel Liss demonstra o rigor contra a omissão de registros sanitários.
A transparência regulatória busca proteger tanto a saúde do cidadão quanto a competitividade justa entre as empresas do setor. O monitoramento contínuo em portais de e-commerce também faz parte da estratégia de vigilância atual. Ficar atento aos alertas de recolhimento no Diário Oficial da União é essencial para que profissionais de salões e consumidores finais utilizem apenas substâncias testadas e aprovadas.
Como identificar cosméticos e saneantes seguros em 2026?
A atenção redobrada no momento da compra é a melhor defesa do consumidor contra a pirataria sanitária. Em 2026, o mercado brasileiro conta com sistemas de consulta rápida que permitem verificar a legalidade de uma marca em segundos. Produtos que omitem o nome do responsável técnico ou o endereço da fábrica devem ser evitados para prevenir acidentes químicos graves.
Siga estas orientações práticas antes de adquirir produtos de beleza ou limpeza:
- Consulta de Registro: Verifique o código de autorização da Anvisa presente na embalagem do cosmético.
- Dados do Fabricante: A etiqueta deve conter obrigatoriamente o CNPJ e dados de contato da empresa.
- Integridade do Lacre: Recuse embalagens que apresentem sinais de violação ou rótulos colados por cima de outros.
- Denúncia: Informe à vigilância sanitária local caso encontre os produtos proibidos à venda em sua cidade.
Qual o procedimento correto para denunciar produtos irregulares?
Caso encontre itens suspensos sendo comercializados, o cidadão pode acionar a Anvisa através do formulário eletrônico de sua ouvidoria. Notificar a vigilância sanitária municipal também acelera a fiscalização direta nos pontos de venda. Manter o comprovante de compra é fundamental para garantir o direito ao reembolso ou substituição do produto por meio dos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
A educação sanitária em 2026 é a principal ferramenta para evitar o consumo de produtos contaminados ou fraudulentos. A proibição da Soda Cáustica 99 da Quimossi Indústria e dos álcoois da Ceras Paulista reforça que a segurança começa na escolha de marcas transparentes. Priorize sempre o bem-estar e a integridade física ao selecionar produtos de uso diário em sua residência ou estabelecimento.