A Anvisa determinou o recolhimento imediato de diversos suplementos alimentares e mix de frutas nesta quinta-feira (12/2). A medida atinge produtos com promessas terapêuticas falsas e itens sem comprovação de segurança sanitária no Brasil. Entenda como essa decisão impacta sua saúde.
Quais empresas foram notificadas pela agência reguladora?
A fiscalização identificou irregularidades graves em seis fabricantes distintas, resultando na suspensão de fabricação e divulgação de dezenas de lotes. Entre as principais motivações estão a origem desconhecida de matérias-primas e a falta de controle de qualidade laboratorial.
O Diário Oficial da União publicou as resoluções RE 521/2026 e RE 200/2026, que fundamentam legalmente as apreensões. O objetivo é evitar que substâncias não avaliadas quanto à segurança cheguem ao sistema digestivo dos consumidores.
Quais produtos apresentam risco imediato à saúde?
Abaixo, detalhamos os itens que devem ser retirados de circulação e os motivos específicos que levaram à proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Os relatos de efeitos colaterais graves, como taquicardia e falta de ar, aceleraram as sanções contra produtos comercializados por Gustavo Teodoro de Almeida Teixeira-Deluxe. A publicidade enganosa utilizava termos para sugerir propriedades emagrecedoras, prática vedada para esta categoria de alimento.
Por que promessas de emagrecimento são proibidas em suplementos?
A legislação brasileira impede que suplementos alimentares anunciem benefícios de cura ou tratamento de doenças. Termos como “reduzir colesterol ruim” ou “controlar açúcar no sangue”, encontrados nos produtos da Fantastic Oat, configuram infração sanitária por induzir o consumidor ao erro.
Produtos com nomes que sugerem efeito terapêutico, como o Insufree ou a linha Ozem, tentam associar o suplemento a medicamentos registrados. Essa prática mascara a ausência de estudos clínicos que comprovem a eficácia e a segurança dos ingredientes utilizados na fórmula.
Como identificar um produto alimentar irregular?
A Anvisa orienta que o comprador desconfie de ofertas que prometem resultados milagrosos ou curas rápidas para condições crônicas. Além do nome comercial, é preciso observar os selos de inspeção e os dados de fabricação que constam no rótulo.
- Verificar se o fabricante possui registro ativo no sistema da agência.
- Desconfiar de substâncias vegetais exóticas sem histórico de consumo.
- Evitar marcas que ostentam funções de “emagrecimento rápido” na embalagem.
- Consultar as listas de recolhimento no site oficial do governo federal.
O consumo de itens de origem desconhecida, como os suplementos Glamorous Black Deluxe e Shapezinho, oferece riscos sistêmicos ao organismo. Sem a rastreabilidade da matéria-prima, não há garantia de que o conteúdo do frasco corresponde ao que está descrito na etiqueta.
O que fazer ao encontrar esses itens nas lojas?
Consumidores que possuam algum dos lotes mencionados devem interromper o uso imediatamente e procurar o estabelecimento onde a compra foi realizada. A devolução é um direito garantido, visto que a comercialização dessas marcas está proibida em todo o território nacional por determinação oficial.
A manutenção dessas mercadorias em prateleiras pode acarretar multas pesadas e interdições para os comerciantes que ignorarem as normas da Anvisa. Entenda como funciona no dia a dia a fiscalização para proteger sua família de alimentos contaminados ou fraudulentos.