Anvisa determina recolhimento de Kefadim após identificar um erro grave na linha de produção da empresa Antibióticos do Brasil Ltda. O problema envolve a troca de frascos entre medicamentos diferentes, o que coloca em risco a segurança dos pacientes que dependem do tratamento.
Por que a Anvisa suspendeu a venda do Kefadim?
A agência encontrou um desvio de qualidade no lote 111770C do remédio. O erro aconteceu no momento de embalar os produtos, fazendo com que o antibiótico Kefazol fosse colocado dentro das caixas do Kefadim.
Essa troca é perigosa porque os dois medicamentos possuem princípios ativos distintos, a cefazolina sódica e a ceftazidima pentaidratada. A Resolução (RE) 690/2026 oficializou a proibição de comercialização e o recolhimento imediato das unidades afetadas em todo o país.
Qual o lote específico que apresenta problemas?
O alerta vale apenas para uma numeração específica fabricada pela Antibióticos do Brasil Ltda. Para facilitar a identificação, veja os detalhes técnicos do produto que deve ser retirado de circulação:
- Nome comercial: Kefadim 1g PO SOL INJ CX 25 FA VD TRANS TIPO III.
- Lote afetado: 111770C.
- Data da resolução: 23/02/2026.
- Fabricante: Antibióticos do Brasil Ltda.
Como identificar a troca entre Kefadim e Kefazol?
O consumidor ou profissional de saúde precisa olhar diretamente o rótulo do frasco-ampola antes da aplicação. Embora a caixa indique ser o Kefadim, o conteúdo interno pertence ao Kefazol, o que gera erro na dosagem e na eficácia do tratamento bacteriano.
Abaixo, comparamos as informações dos dois produtos envolvidos nessa falha de produção da fábrica:
O que fazer se você comprou o remédio deste lote?
Quem estiver com o lote 111770C em mãos não deve utilizar o medicamento em hipótese alguma. É necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante para orientações sobre a troca ou devolução do valor pago.
Hospitais e farmácias também foram orientados a segregar o estoque e interromper o uso imediatamente. Para conferir o texto completo da norma, basta acessar o site oficial da Anvisa e buscar pela resolução publicada nesta segunda-feira.
Quais são os riscos de usar o medicamento trocado?
O uso de uma substância diferente da prescrita pelo médico pode atrasar a cura de infecções graves. Além disso, o paciente corre o risco de sofrer reações adversas inesperadas ou não ter a cobertura bacteriana necessária para o seu quadro clínico específico.
A fiscalização sanitária segue monitorando o caso para garantir que todas as unidades saiam das prateleiras rapidamente. Mantenha sempre a atenção aos dados impressos no vidro do remédio e, em caso de dúvidas, consulte um farmacêutico de confiança.