O movimento do ex-presidente Jair Bolsonaro para definir a chapa da direita em Minas Gerais recolocou o estado no centro das articulações de 2026, evidenciando o peso do deputado Nikolas Ferreira na estratégia nacional do PL.
Por que Nikolas Ferreira se tornou peça-chave para a direita em Minas Gerais?
Nikolas Ferreira, filiado ao PL mineiro, deixou de ser visto apenas como um quadro regional e se consolidou como liderança de alcance nacional, especialmente pelo diálogo com o eleitorado conservador e o desempenho nas redes sociais. Inicialmente, aliados de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro cogitaram seu nome para o Governo de Minas Gerais.
O deputado, porém, descartou concorrer ao Executivo estadual neste momento, sob avaliação interna de que sua presença na Câmara dos Deputados rende maior retorno político ao PL. A sigla considera que ele atua como “puxador de votos” proporcional, ajudando a ampliar a bancada federal em 2026 e reforçando a ideia de preservá-lo no Legislativo. As informações são da CNN.
Quais são os cenários em disputa para a chapa bolsonarista em Minas Gerais?
A montagem do palanque em Minas segue em aberto, com dirigentes do PL relatando bastidores complexos e dificuldade para conciliar competitividade, espaço para Flávio Bolsonaro e alianças com siglas de centro-direita. Um dos nomes mais cotados é o senador Cleitinho (Republicanos), bem posicionado em pesquisas.
Um cenário em análise é Cleitinho na cabeça com um vice indicado pelo PL, consolidando aliança entre partidos ideologicamente próximos, embora o senador ainda não tenha definido qual cargo disputará. Outra alternativa envolve o atual vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o Palácio Tiradentes, mas essa composição dependeria de espaço efetivo para Flávio e de eventual recuo do governador Romeu Zema (Novo) de sua pré-candidatura presidencial, hipótese hoje considerada improvável.
Como a definição em Minas influencia a estratégia nacional do PL?
As conversas entre Jair Bolsonaro e o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, vão além do tabuleiro mineiro e incluem a organização de chapas ao Senado em diversos estados. A prioridade é montar palanques alinhados ao projeto nacional do PL e ao nome de Flávio Bolsonaro, provável candidato ao Planalto em 2026.
Um exemplo é a decisão de apoiar chapa “puro-sangue” em Santa Catarina, com Carlos Bolsonaro e Carolina de Toni, ambos do PL, deixando de fora o senador Esperidião Amin (PP). Essa estratégia revela preferência por estruturas homogêneas, com maior controle do partido e forte identificação com o bolsonarismo. Veja vídeo recente compartilhado por Nikolas:
Chamaram isso de família. Quem está protegendo as nossas crianças? pic.twitter.com/8xnGL452Nd
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 19, 2026
Quais são os principais objetivos do PL ao definir a chapa em Minas Gerais?
Dentro dessa lógica nacional, Minas Gerais é tratado como estado importante, tanto pelo peso eleitoral quanto pelo papel de vitrine para o campo conservador. A preservação de Nikolas Ferreira na Câmara, somada à busca por um nome competitivo ao governo, faz parte de um desenho mais amplo que visa consolidar o bolsonarismo em 2026.
Nesse contexto, a sigla trabalha com metas claras ao organizar suas candidaturas e palanques regionais, articulando proporcional e majoritário de forma integrada em todo o país:
- Fortalecer a bancada federal do PL, usando figuras de grande votação como “puxadores” de votos;
- Garantir palanques competitivos em estados-chave, com destaque para Minas Gerais;
- Alinhar candidaturas estaduais ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro;
- Evitar fragmentação interna entre diferentes alas do bolsonarismo e partidos aliados;
- Ampliar o tempo de TV e o alcance regional por meio de alianças com siglas de centro-direita.
Quais podem ser os desdobramentos para a eleição em 2026?
A definição da chapa em Minas deve ocorrer à medida que os prazos eleitorais se aproximem e avancem as negociações entre PL, Republicanos, PSD e outras legendas do mesmo espectro. O papel de Nikolas Ferreira como conselheiro ouvido por Jair Bolsonaro tende a influenciar tanto o nome principal quanto a aceitação da chapa pela base.
Entre os desdobramentos cogitados estão a confirmação de Cleitinho em candidatura majoritária com apoio formal do PL, a costura de um acordo com Mateus Simões caso haja rearranjo no tabuleiro presidencial, ou mesmo a emergência de um novo nome de consenso indicado a partir da base mineira.