O trecho da BR-222 entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Tide, no Maranhão, passa por uma fase de obras que chama a atenção pelo volume de recursos, pela tecnologia adotada e pelos impactos previstos na segurança viária e na economia regional, com investimento federal de aproximadamente R$ 622,8 milhões dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Por que o trecho da BR-222 entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Tide é estratégico?
A BR-222 entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Tide é um eixo de ligação importante entre regiões do Maranhão, conectando áreas produtoras, centros urbanos e outros corredores rodoviários. Essa característica torna a rodovia fundamental para o transporte de cargas, deslocamento de trabalhadores e acesso a serviços públicos essenciais.
Em períodos de chuva intensa, pontos críticos da via costumavam sofrer com alagamentos e desgaste acelerado do pavimento, gerando interrupções no tráfego. Com a restauração em andamento, busca-se maior regularidade no fluxo de veículos e redução do risco de acidentes, especialmente em trechos com acostamentos desgastados e deformações na pista.
Como o Novo PAC e o DNIT atuam na modernização da BR-222?
O investimento de cerca de R$ 622,8 milhões faz parte do Novo PAC, que prioriza a recuperação e modernização da infraestrutura de transportes em todo o país. No trecho entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Tide, o DNIT coordena intervenções que vão além da simples manutenção superficial da pista.
O projeto inclui reconstrução estrutural, melhorias de drenagem, correção de pontos de alagamento e uso de técnicas modernas de pavimentação. A proposta é reduzir a necessidade de obras emergenciais futuras, dar mais previsibilidade à operação da rodovia e alinhar o corredor a padrões atuais de infraestrutura rodoviária federal.
Como o whitetopping melhora o pavimento da BR-222?
Um dos destaques da obra é o uso do whitetopping, técnica que aplica concreto sobre o pavimento asfáltico existente, aproveitando parte da estrutura atual. Essa solução cria um novo piso de concreto de alta resistência, com melhor desempenho mecânico sob tráfego intenso de veículos pesados.
No trecho maranhense, o whitetopping é predominante, mas também há trechos com concreto moldado in loco e pavimento totalmente novo, conforme as condições de campo. Entre as principais vantagens do concreto em relação ao asfalto tradicional, destacam-se:
- Maior durabilidade frente ao tráfego de cargas pesadas e ao clima;
- Menor necessidade de manutenção frequente, reduzindo custos ao longo do tempo;
- Melhor desempenho estrutural em rodovias com alto volume de veículos.
Quais serviços estruturais estão sendo executados no trecho da BR-222?
Além da restauração da capa de rolamento, a BR-222 entre Miranda do Norte e Santa Luzia do Tide recebe serviços voltados a corrigir vulnerabilidades recorrentes, como alagamentos e falta de acostamentos adequados. Um ponto de destaque é o alteamento de greide em áreas suscetíveis a cheias, elevando o nível da pista para afastá-la do acúmulo de água.
Entre as ações executadas ou previstas, estão o alargamento e a restauração de acostamentos, o uso de whitetopping em grande parte da extensão, o emprego de concreto moldado in loco em trechos específicos e a implantação de pavimento novo onde a estrutura antiga não permite reaproveitamento seguro.
Quais são os impactos esperados na segurança viária e na economia regional?
A qualidade do pavimento está diretamente ligada à segurança viária, pois buracos, acostamentos estreitos e trechos alagados aumentam o risco de colisões e saídas de pista. Ao requalificar integralmente o trecho, o DNIT busca reduzir acidentes por meio de pavimento mais robusto, melhor drenagem e acostamentos em condições regulares.
Do ponto de vista socioeconômico, a obra tende a favorecer o escoamento da produção agrícola, o transporte de insumos e o acesso a polos comerciais e industriais do Maranhão. Com menor tempo de viagem, redução de custos de manutenção de veículos e maior previsibilidade de entrega, a modernização desse corredor pode atrair novos empreendimentos e fortalecer a economia regional.