As tarifas de ônibus, metrô e trem na cidade de São Paulo e em parte da região metropolitana passaram por um novo reajuste a partir da 0h desta terça-feira (6/1), afetando diretamente o orçamento de quem depende do transporte coletivo diariamente para trabalhar, estudar ou se deslocar pela capital e pelos municípios vizinhos, reacendendo o debate sobre custo das passagens, subsídios públicos, equilíbrio financeiro do sistema e impacto social do aumento das tarifas de transporte em SP.
Quais são os novos valores das tarifas de transporte em SP?
Em São Paulo, a passagem de ônibus municipal passou de R$ 5,00 para R$ 5,30, após reajuste de R$ 0,30 definido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Já as tarifas de metrô e trem, administradas pelo governo do estado, subiram de R$ 5,20 para R$ 5,40, por decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Prefeitura informa que o reajuste de cerca de 6% ficou abaixo do índice do IPC-Fipe Transporte Coletivo, de 6,5%, mas acima da inflação oficial medida pelo IPCA, em torno de 4,5% até novembro de 2025. A gestão destaca que a tarifa paulistana segue entre as menores da região, considerando o Bilhete Único, que permite até quatro viagens de ônibus em três horas pelo mesmo valor.
Por que o reajuste das tarifas em SP foi considerado necessário?
Segundo a administração municipal, o aumento está ligado ao esforço para equilibrar as contas do sistema, após anos com poucos reajustes e correções abaixo da inflação acumulada. Em 2025, a tarifa já havia subido de R$ 4,40 para R$ 5,00, e agora chega a R$ 5,30 diante da pressão dos custos operacionais e da demanda por mais oferta de viagens.
Dados oficiais indicam que os custos operacionais das empresas de ônibus cresceram mais de R$ 492 milhões em 2025 até outubro, enquanto a arrecadação tarifária subiu R$ 410,3 milhões. Para cobrir a diferença, os subsídios municipais ultrapassaram R$ 6 bilhões em 2025, em um sistema que custa cerca de R$ 10,34 bilhões ao ano e arrecada aproximadamente R$ 4,3 bilhões com tarifas.
Como o aumento do transporte em SP impacta a região metropolitana?
O impacto do aumento das tarifas em SP se estende à região metropolitana, onde há forte integração de fluxos de trabalho e estudo. Cinco cidades do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) anunciaram reajuste nas passagens de ônibus intermunicipais.
Em Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi, a tarifa passa de R$ 5,80 para R$ 6,10, com reajuste de cerca de 5,2%, acima do IPCA acumulado. As prefeituras alegam recomposição de custos com combustível, manutenção de frota, folha de pagamento e necessidade de preservar qualidade, segurança e regularidade dos serviços ofertados à população.
O que muda na prática para quem utiliza o transporte?
Na rotina de quem utiliza o transporte diariamente, o aumento das tarifas significa uma reorganização do orçamento, especialmente para trabalhadores que fazem múltiplas integrações entre ônibus, metrô e trem. Em trajetos longos ou com várias baldeações, o gasto mensal com deslocamento tende a subir de forma perceptível para as famílias.
Por outro lado, a gestão municipal ressalta que o Bilhete Único segue como instrumento central para amenizar o impacto financeiro, permitindo o uso de até quatro ônibus em três horas pagando apenas uma tarifa. Esse modelo de integração amplia a mobilidade, reduz a receita por viagem isolada e ajuda a justificar a manutenção de subsídios elevados ao sistema.
FAQ sobre o aumento das tarifas de transporte em SP
- O Bilhete Único continua valendo para quatro viagens de ônibus? Sim. A Prefeitura informa que o passageiro ainda pode utilizar até quatro ônibus no período de três horas pagando uma única tarifa com o Bilhete Único.
- O reajuste atinge também integrações metrô–trem? O aumento incide sobre o valor básico da tarifa de metrô e de trem. As regras específicas de integração variam conforme o tipo de bilhete e modalidade utilizada.
- Há previsão de novo reajuste ainda em 2026? Até o momento citado, o reajuste em vigor é o que passa a valer a partir de 6 de janeiro. Mudanças futuras dependem de novas decisões dos governos municipal e estadual.
- Por que os subsídios ao transporte são tão elevados? Os subsídios crescem quando os custos do sistema sobem mais rápido do que a arrecadação tarifária, em especial com alta de combustível, manutenção, salários e políticas de integração.