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Proibida em 2026 a venda de fórmula infantil vendida em todo o Brasil com risco de contaminação por toxina

Por Yudi Soares
16/jan/2026
Em Geral
Anvisa determina recolhimento de cinco lotes de furosemida

Pessoa recebendo vacina- Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom

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O recolhimento de lotes de fórmulas infantis da Nestlé no Brasil em 2026 trouxe à tona uma preocupação importante para famílias e profissionais de saúde: a segurança alimentar na nutrição de bebês, especialmente diante do risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, associada a quadros de vômitos, diarreia, mal-estar intenso e possível desidratação em lactentes.

Proibida em 2026 a venda de fórmula infantil vendida em todo o Brasil com risco de contaminação por toxina
Tabela dos produtos proibidos
Proibida em 2026 a venda de fórmula infantil vendida em todo o Brasil com risco de contaminação por toxina
Tabela dos produtos proibidos

O que está por trás do recall de fórmulas infantis da Nestlé?

O recall de fórmulas infantis da Nestlé envolve marcas amplamente conhecidas, como Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. As fórmulas infantis costumam substituir ou complementar o aleitamento materno em diferentes contextos, como retorno ao trabalho da mãe, dificuldades de amamentação ou prescrição médica.

Segundo informações oficiais, a contaminação foi relacionada a um ingrediente de origem oleosa fornecido por uma empresa terceirizada internacional, utilizado na fabricação em uma unidade localizada na Europa. Esse achado levou a um recall global, e a Anvisa publicou resolução específica detalhando os lotes afetados, que podem ser consultados no site do órgão regulador.

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Como identificar fórmula infantil contaminada e o que fazer?

Diante do alerta sobre fórmula infantil contaminada, a primeira orientação para famílias e estabelecimentos é a verificação cuidadosa do rótulo. O número do lote, geralmente impresso na parte superior, inferior ou lateral da embalagem, é a principal referência para saber se o produto faz parte do recall, evitando o consumo acidental de itens comprometidos.

De forma prática, o procedimento básico recomendado pelos órgãos de vigilância sanitária pode ser resumido em etapas claras que orientam desde a identificação do produto até a solicitação de troca ou reembolso:

  1. Localizar o lote impresso na lata ou na embalagem sache.
  2. Conferir o código com a lista publicada pela Anvisa no site oficial.
  3. Interromper o uso imediatamente se o lote estiver entre os recolhidos.
  4. Separar o produto, evitando que seja vendido ou preparado por engano.
  5. Contatar o fornecedor ou o SAC da Nestlé para orientações de troca ou reembolso.

Em estabelecimentos comerciais, como farmácias, mercados e lojas de produtos infantis, a recomendação é retirar os lotes específicos das prateleiras e armazená-los em local separado até o recolhimento. A segregação evita que a fórmula infantil potencialmente contaminada permaneça acessível ao público e reduz o risco de falhas operacionais na rotina de vendas.

Quais sintomas podem surgir após o consumo da fórmula?

A toxina cereulide, associada ao Bacillus cereus, está ligada principalmente a um quadro conhecido como síndrome emética, caracterizada por náuseas e vômitos intensos. Em bebês e crianças pequenas que tenham ingerido fórmula infantil de lotes envolvidos no recall, os sinais mais comuns incluem alteração do padrão habitual de alimentação e comportamento.

  • Vômitos persistentes pouco tempo após a alimentação;
  • Diarreia, com alteração na consistência e frequência das fezes;
  • Letargia ou sonolência excessiva, com redução da interação habitual;
  • Sinais de desidratação, como boca seca, diminuição das lágrimas e redução do volume de urina.

Diante da presença desses sintomas em crianças que consumiram fórmulas dos lotes afetados, a orientação é buscar atendimento médico imediato, levando a embalagem sempre que possível. O profissional de saúde pode avaliar o quadro, solicitar exames se necessário e indicar medidas de hidratação e acompanhamento, observando a evolução clínica nas horas seguintes.

Qual é o papel dos pais, comerciantes e da vigilância sanitária?

A situação envolvendo a fórmula infantil Nestlé mostra como a segurança alimentar depende da atuação conjunta de diferentes agentes. A fabricante, ao identificar o risco, comunicou autoridades e iniciou o recolhimento voluntário, enquanto a Anvisa regulamentou a medida, publicou a resolução com detalhes dos lotes e reforçou os canais de comunicação com a população.

Para famílias, o papel central é a conferência rotineira dos produtos usados na alimentação dos bebês e a atenção a qualquer sintoma diferente após o consumo. Para comerciantes, o cumprimento rigoroso da determinação de retirada de lotes específicos e a orientação aos clientes são etapas essenciais, assim como o uso de sistemas de denúncia oficiais para relatar problemas à vigilância sanitária.

Como fortalecer a segurança no uso de fórmulas infantis?

A partir desse episódio, várias práticas podem ser reforçadas no dia a dia para aumentar a segurança no uso de fórmulas para bebês. Boas práticas de compra, armazenamento, preparo e monitoramento de comunicados oficiais ajudam a reduzir riscos microbiológicos e a dar resposta rápida a novos alertas sanitários.

  • Conferir sempre validade, número de lote e integridade da embalagem antes da compra e do preparo;
  • Armazenar a fórmula infantil em local seco, arejado e protegido do calor;
  • Seguir rigorosamente as instruções de preparo do rótulo, incluindo higiene das mãos, dos utensílios e da mamadeira;
  • Evitar manter mamadeiras prontas por longos períodos fora de refrigeração;
  • Acompanhar comunicados da Anvisa, do Ministério da Saúde e da própria fabricante sobre atualizações de segurança.

O recolhimento de lotes específicos de fórmula infantil da Nestlé em 2026 reforça a importância de sistemas de controle, transparência nas informações e participação ativa de pais, responsáveis, comerciantes e autoridades. Ao seguir as orientações oficiais e manter atenção constante aos produtos oferecidos às crianças, torna-se possível reduzir riscos e promover uma alimentação infantil mais segura.

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