A padronização da identificação veicular avança no país com a implementação definitiva da placa Mercosul, regulamentada para ampliar a segurança nas vias. O modelo unificado entre os países do bloco combate fraudes e facilita a fiscalização eletrônica sem prazo único para adesão total.
O que diz a nova regra sobre a troca das placas Mercosul?
A chamada nova regra das placas Mercosul esclarece que nem todos os motoristas precisam trocar a placa imediatamente, mas quem se enquadrar em situações obrigatórias deve fazer a substituição dentro do prazo correto.
A troca é exigida em casos como transferência de veículo, mudança de município ou estado, placa danificada, perdida ou furtada e também no primeiro emplacamento de carros novos. Fora dessas situações, veículos com placas antigas ainda podem circular normalmente.
Por que o novo modelo é mais seguro contra fraudes?
O dispositivo conta com um QR Code exclusivo que armazena dados vitais como fabricante e número de série, dificultando a clonagem. A combinação alfanumérica ampliada de quatro letras e três números permite variações quase infinitas para o registro nacional.
As inovações tecnológicas e visuais impactam diretamente na proteção do patrimônio móvel e na integração regional, permitindo leitura digital instantânea por aplicativos de fiscalização oficiais e eliminando lacres físicos.
Quando é obrigatório trocar a placa Mercosul?
A substituição do modelo cinza antigo torna-se compulsória apenas em situações que envolvem alteração no registro do veículo. Carros zero quilômetro já saem de fábrica com o novo padrão, mas proprietários de usados devem ficar atentos aos gatilhos legais.
A legislação determina a instalação imediata do novo dispositivo nos seguintes casos:
- Transferência de propriedade (venda ou compra).
- Mudança de estado ou de município de residência.
- Alteração de categoria (ex: veículo de passeio virando táxi).
- Em casos de furto, roubo, extravio ou dano na placa antiga.
Qual a multa por circular com a placa antiga irregular?
Circular com placa em desacordo com as regras pode gerar multa, pontos na CNH e até remoção do veículo, dependendo da irregularidade constatada. A legislação de trânsito diferencia situações em que o motorista deixou de atualizar a placa quando era obrigatório daquelas em que a placa está ilegível, danificada ou adulterada, aplicando penalidades mais severas nos casos de maior risco à fiscalização e à segurança viária.
Veja a tabela abaixo os tipos de penalidades:
| Tipo de irregularidade | Gravidade da infração | Multa e penalidades |
|---|---|---|
| Placa antiga não atualizada | Infração média |
R$ 130,16 4 pontos na CNH Exemplo: mudança de cidade sem troca para o padrão Mercosul |
| Placa ilegível, apagada ou danificada | Infração gravíssima |
R$ 293,47 7 pontos na CNH e risco de remoção do veículo Válido para placas cinza ou Mercosul |
Carros usados têm prazo para fazer a troca?
Não existe uma data limite federal para que todos os carros em circulação adotem o novo formato visual. A transição ocorre de maneira gradual conforme a frota é renovada ou revendida no mercado de veículos usados.
Os estados possuem autonomia para gerir seus processos, o que gera variações locais. A recomendação é manter a placa cinza enquanto ela estiver em bom estado de conservação e o carro permanecer com o mesmo dono e no mesmo município.
Como evitar problemas com a fiscalização do Detran?
A regularidade cadastral é a única forma de transitar com tranquilidade e evitar surpresas desagradáveis em blitzes. Acompanhar as normas do Detran local garante que você não gaste dinheiro com multas evitáveis por descuido.
Adote estas práticas para assegurar a legalidade do seu automóvel:
- Verifique mensalmente se os números e letras estão visíveis.
- Consulte o site do Detran antes de iniciar qualquer transferência.
- Solicite a troca imediata se notar qualquer rachadura ou desbotamento.
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