O governo dos Estados Unidos apresentou um plano de três fases para a Venezuela, segundo declarou nesta quarta-feira (7/1) o secretário de Estado Marco Rubio. A iniciativa da administração Trump envolve as etapas de estabilização, recuperação e transição, com foco direto na crise política, econômica e social vivida pelo país sul-americano e na redefinição da relação entre Washington e o governo interino venezuelano.
Como será o plano de três fases dos EUA para a Venezuela?
O plano de três fases para a Venezuela, apresentado por Marco Rubio, foi estruturado como um roteiro para reorganizar o país em meio à crise prolongada.
Rubio explicou que o primeiro passo é impedir que a situação venezuelana resvale para um caos ainda maior, por meio de ações emergenciais de estabilização, incluindo um acordo petrolífero supervisionado por Washington. Em seguida, viriam as fases de recuperação econômica e de transição política, com maior protagonismo formal do povo venezuelano.
Como funciona a fase de estabilização no plano para a Venezuela
A fase de estabilização é apresentada por Rubio como ponto de partida do plano de três fases para a Venezuela, com foco em evitar uma deterioração total da governabilidade. Um de seus pilares é o acordo petrolífero, visto como mecanismo para gerar receita sob controle dos EUA e destiná-la a ações que, nas palavras de Rubio, beneficiem diretamente a população venezuelana.
Essa estabilização prevê a criação de estruturas financeiras e de monitoramento internacional para tentar reduzir o risco de colapso social imediato. Segundo Rubio, já se observaria progresso com o acordo em vigor, enquanto outros entendimentos, ainda não detalhados, estariam em negociação.
- Criação de mecanismos financeiros para administrar receitas do petróleo venezuelano.
- Supervisão direta dos EUA sobre o destino desses recursos.
- Prevenção de um colapso social mais profundo no curto prazo.
Como será a fase de recuperação para a economia?
Na fase de recuperação, o plano mira especialmente o ambiente econômico e a reabertura do país a empresas estrangeiras. Rubio afirmou que se busca garantir acesso “justo” ao mercado venezuelano para companhias norte-americanas, ocidentais e de outros países, com estímulo a investimentos em setores estratégicos e revisão das regras de participação privada.
Essa etapa também tem um componente político e social, voltado a reduzir tensões internas e reconstruir confiança mínima nas instituições. A proposta é articular medidas de reconciliação e reintegração de opositores ao espaço político, de modo a criar condições para uma retomada produtiva mais ampla:
- Reconciliação nacional: criação de um processo para reduzir tensões internas.
- Anistia à oposição: possibilidade de perdão judicial a integrantes de forças oposicionistas.
- Libertação de presos políticos: saída de opositores das prisões.
- Retorno de exilados: viabilização da volta de opositores que deixaram o país.
- Reforço da sociedade civil: estímulo à reconstrução de organizações e movimentos sociais.
Como será conduzida a fase de transição política na Venezuela?
A terceira etapa do plano de três fases para a Venezuela é chamada de transição e está ligada à reorganização institucional do país. Rubio destacou que, nesse momento, “caberá ao povo venezuelano transformar o seu país”, indicando uma intenção declarada de transferir o protagonismo aos atores internos, ainda que sob forte tutela diplomática.
Sem detalhar prazos ou mecanismos específicos, o secretário relacionou essa fase à recomposição do sistema político e à definição de novos marcos democráticos. Algumas ações de transição poderiam começar antes, em paralelo às demais fases, dependendo da resposta das forças políticas, da sociedade civil e da evolução da relação entre Caracas e Washington.