Autoridades suíças descartaram a hipótese de atentado na explosão que atingiu um resort de luxo em Crans-Montana, na Suíça, durante a comemoração de Ano Novo. O episódio, registrado por volta de 1h30 (horário local), deixou ao menos 40 mortos e mais de 100 feridos em meio às festividades em uma estação de esqui no sudoeste do país, e a principal linha de investigação aponta para um incêndio de rápida propagação em um bar instalado no complexo turístico.
O que se sabe até agora sobre a explosão em resort na Suíça?
Segundo a procuradora-geral do cantão do Valais, Béatrice Pilloud, “em nenhum momento” a Justiça local considerou a explosão como resultado de um atentado. Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (1º/1), ela afirmou que a hipótese mais provável é a de incêndio acidental em um bar que funcionava no térreo e no subsolo do resort de Crans-Montana.
As autoridades explicaram que não houve uma explosão com grande deflagração típica de explosivos, mas sim uma disseminação muito rápida das chamas. Segundo o conselheiro de Estado para Segurança, Instituições e Esporte, Stéphane Ganzer, o fogo se propagou em poucos minutos, surpreendendo quem participava da festa de Ano Novo no interior do estabelecimento.
Como o incêndio no resort em Crans-Montana pode ter sido causado?
Entre as hipóteses avaliadas pela polícia científica, uma das principais liga o início do incêndio ao uso de fogos de artifício e efeitos de pirotecnia em ambiente fechado. O acesso ao bar permanece bloqueado, enquanto peritos analisam resíduos, marcas de fogo e sistemas internos de ventilação para confirmar ou descartar a relação entre o show pirotécnico e a tragédia.
Relatos de testemunhas ajudam a formar o quadro inicial, e as cenas descritas lembram desastres anteriores ligados ao uso inadequado de pirotecnia em locais fechados. Uma jovem francesa identificada como Victoria relatou ao canal BFMTV que uma vela cintilante presa em uma garrafa de champanhe teria tocado o teto quando uma mulher, erguida nos ombros de outra, levantou a garrafa alto demais, espalhando rapidamente as chamas pela estrutura interna do bar.
Como foi a resposta das autoridades e hospitais suíços ao incêndio?
A ocorrência mobilizou uma estrutura de emergência considerada de grande porte pelas autoridades do cantão do Valais. Polícia regional, gendarmaria, bombeiros, serviços de resgate aéreo e equipes de proteção civil foram acionados de forma imediata, em um esforço coordenado entre diferentes níveis de governo.
Hospitais em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique receberam vítimas com queimaduras extensas e lesões graves por inalação de fumaça. Aproximadamente 150 profissionais de saúde foram convocados, além de dez helicópteros de resgate e cerca de 40 ambulâncias, configurando uma das maiores operações médico-hospitalares recentes na Suíça.
Como está sendo feita a identificação das vítimas e o apoio às famílias?
Com dezenas de mortos confirmados, a prioridade das autoridades é identificar as vítimas e devolver os corpos às famílias o mais rapidamente possível. O bairro ao redor do bar permanece isolado para preservar a cena da investigação, e a polícia científica trabalha em laudos que devem se estender por meses, diante da complexidade do caso e do número de envolvidos.
Um centro de convenções foi adaptado como ponto de acolhimento para parentes e amigos em busca de informações sobre desaparecidos. No local, equipes de saúde, assistência social e polícia atendem familiares, enquanto governos estrangeiros, como o da França, acionam representações diplomáticas para apoiar identificação, traslado de corpos e orientações consulares.
FAQ sobre a explosão no resort de Crans-Montana
- O resort de Crans-Montana continuará funcionando? Parte da área do complexo segue isolada para perícia. A retomada completa das atividades depende dos resultados da investigação e de autorizações de segurança.
- Há previsão de mudanças nas normas de segurança em bares e resorts suíços? Ainda não foram anunciadas medidas específicas, mas autoridades indicam que o caso será analisado em detalhes e pode servir de base para revisões regulatórias, sobretudo no uso de pirotecnia em ambientes fechados.
- Quanto tempo a investigação deve durar? Casos com múltiplas vítimas e perícia complexa tendem a se estender por meses, devido à necessidade de laudos técnicos, cruzamento de depoimentos e análises estruturais do prédio.
- Familiares de vítimas estrangeiras terão apoio consular? Os governos dos países com cidadãos atingidos, como a França, acionam suas representações diplomáticas para apoiar identificação, traslado de corpos e orientações às famílias.