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O consumo excessivo de açúcar no café pode afetar peso, glicemia e saúde do coração

Por Guilherme Silva
14/jan/2026
Em Geral
Café - Créditos: depositphotos.com / AntonMatyukha

Café em cima da mesa com copo d'água- Créditos: depositphotos.com / AntonMatyukha

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O café com açúcar faz parte da rotina de grande parte da população e costuma estar associado a momentos de pausa e concentração. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com os impactos do açúcar na saúde, especialmente em relação ao excesso diário. Nesse contexto, entender qual é a quantidade adequada de açúcar no café e como essa escolha afeta o organismo ajuda a tomar decisões mais equilibradas sem abrir mão do hábito.

O que é considerado açúcar em excesso no café?

Quando se fala em açúcar no café, não se trata apenas da colher adicionada à xícara, mas do somatório de açúcares adicionados ao longo do dia. Diretrizes internacionais indicam que esse tipo de açúcar não deve ultrapassar uma pequena fração das calorias diárias, o que costuma representar poucas colheres de chá distribuídas entre bebidas e alimentos.

No café, uma colher de chá de açúcar já adiciona calorias significativas se repetida várias vezes ao dia. Por isso, profissionais da área de saúde sugerem reduzir gradualmente a quantidade ou limitar o número de xícaras adoçadas, principalmente para quem já apresenta fatores de risco metabólico.

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Café - Créditos: depositphotos.com / KostyaKlimenko
Café – Créditos: depositphotos.com / KostyaKlimenko

Quais são os principais riscos do açúcar no café para a saúde?

Adicionar açúcar ao café diversas vezes ao dia pode contribuir para um consumo maior do que o recomendado, favorecendo problemas metabólicos ao longo dos anos. O risco aumenta quando o café açucarado é acompanhado de outros alimentos ricos em açúcar, como bolos, biscoitos e bebidas industrializadas.

  • Ganho de peso aumento da ingestão calórica diária sem percepção clara
  • Maior risco de diabetes tipo 2 sobrecarga constante na regulação da glicose
  • Impacto cardiovascular associação com alterações em colesterol e triglicerídeos
  • Paladar condicionado ao doce dificuldade em aceitar sabores menos açucarados

Qual é a melhor forma de adoçar o café?

A escolha entre açúcar refinado, mascavo ou adoçante influencia tanto no sabor quanto no impacto nutricional do café. O açúcar refinado passa por maior processamento, enquanto o mascavo preserva parte do melaço, o que altera cor e gosto. Já os adoçantes, calóricos ou não calóricos, são usados para diminuir a ingestão de açúcar tradicional.

Apesar das diferenças, todos os tipos de açúcar fornecem energia rápida e exigem moderação. Adoçantes podem ser úteis em estratégias específicas, como no controle de glicemia, mas a indicação deve levar em conta o perfil de cada pessoa e possíveis sensibilidades a determinados compostos.

Créditos: depositphotos.com / sorockina
Café sendo preparado – Créditos: depositphotos.com / sorockina

Beber café sem açúcar é uma opção saudável?

O consumo de café sem açúcar tem sido adotado por quem busca reduzir calorias e priorizar o sabor original do grão. Nessa forma, a bebida praticamente não adiciona calorias e pode ser integrada a diferentes estratégias alimentares, desde que respeitados limites de cafeína ao longo do dia.

Para muitos, a adaptação ao café sem açúcar é gradual. A redução pode ser feita em etapas, diminuindo meia colher por vez, até que o paladar se acostume. Assim, o café passa a contribuir menos para o consumo de açúcar e pode se tornar aliado em rotinas mais equilibradas.

O café amargo ajuda no controle de peso?

O chamado café amargo, consumido sem açúcar, não é um emagrecedor isolado, mas pode ter papel indireto em estratégias de perda ou manutenção de peso. A cafeína presente na bebida está associada ao aumento temporário do estado de alerta e a um leve incremento do gasto energético em curto prazo.

Esses efeitos, porém, dependem de fatores individuais e só ganham relevância quando combinados com alimentação organizada e atividade física regular. Dessa forma, o café sem açúcar pode contribuir para uma rotina mais leve em calorias, sem ser apresentado como solução única para o emagrecimento.

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