O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo ampliou recentemente o número de equipamentos de fiscalização eletrônica em rodovias estaduais não concedidas. Com a ativação de novos pontos de controle de velocidade em janeiro de 2025, o total de radares em operação passa a superar a marca de 600 unidades, distribuídas em trechos sensíveis para a segurança viária, como parte de uma estratégia de longo prazo voltada à redução de acidentes e à padronização do comportamento dos condutores nas estradas paulistas.
Como a fiscalização eletrônica do DER-SP atua na redução de acidentes?
A instalação desses dispositivos ocorre em um cenário de atenção constante aos índices de sinistros de trânsito e às estatísticas de excesso de velocidade. Em vários pontos, registros anteriores indicavam ritmo de tráfego acima do limite regulamentado, elevando o risco de colisões graves, atropelamentos e saídas de pista.
O reforço da fiscalização eletrônica se soma a ações de engenharia, sinalização e educação para o trânsito, formando um conjunto de medidas integradas. Em muitos trechos, a combinação de radares com melhorias físicas da via já demonstra redução de acidentes e de gravidade dos impactos.
Como funcionam os radares do DER-SP?
No contexto da expansão, os radares do DER-SP é o ponto central para entender o esforço do órgão na gestão da segurança rodoviária. Esses equipamentos monitoram continuamente a velocidade dos veículos e registram automaticamente as infrações, identificando placa, data, horário e sentido de tráfego.
Em termos de legislação, as autuações seguem o Código de Trânsito Brasileiro. Quando a velocidade supera em mais de 50% o limite regulamentado, a conduta é classificada como infração gravíssima, com multa elevada, atualmente em torno de R$ 880,41, e possibilidade de suspensão do direito de dirigir.
Quais rodovias receberam novos radares do DER-SP?
Os novos radares do DER-SP foram instalados em diferentes regiões do estado, contemplando áreas metropolitanas e rodovias que cruzam municípios de médio e pequeno porte. Entre os exemplos estão trechos da SP-125, em São Luís do Paraitinga, da SP-270, em Ourinhos, e da SP-312, em Barueri.
Em corredores próximos à capital, como Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Caieiras, Jandira e Ribeirão Pires, a presença de áreas urbanas e travessias frequentes leva à adoção de limites mais restritivos, geralmente entre 40 km/h e 60 km/h.
Como são definidos os limites de velocidade monitorados pelos radares?
No interior do estado, equipamentos foram posicionados em municípios como Jacareí, Taciba, Presidente Prudente e Tambaú. Nesses trechos, a combinação de caminhões pesados com pistas simples e curvas acentuadas exige controle rigoroso de velocidade para reduzir o risco de colisões frontais e tombamentos.
Os limites variam principalmente entre 40 km/h, 50 km/h, 60 km/h e 80 km/h, conforme tipo de tráfego e características da via. Para organizar melhor esses cenários, é possível agrupá-los em faixas de operação típicas.
- Velocidade controlada: trechos com 40 km/h e 50 km/h em áreas urbanizadas ou de acesso local.
- Fluxo intermediário: segmentos com 60 km/h em zonas de transição entre área urbana e rural.
- Maior fluidez: pontos com 80 km/h em vias com boa geometria, mas ainda sob monitoramento.
Por que o DER-SP aposta na expansão de radares?
A ampliação da malha de radares do DER-SP integra um contrato que prevê centenas de equipamentos ao longo de mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais. O objetivo vai além da emissão de multas, buscando alterar gradualmente o padrão de condução e incentivar respeito constante aos limites.
Na escolha dos pontos, o órgão utiliza critérios técnicos baseados em dados de sinistros, volume de tráfego, travessias de pedestres, atropelamentos e presença de áreas ambientais sensíveis. Em diversos locais, o radar é combinado com melhorias de sinalização, defensas metálicas, iluminação e redutores físicos.
Quais etapas o DER-SP segue para implantar radares em novos trechos?
Para que um ponto receba fiscalização eletrônica, o DER-SP segue um fluxo técnico padronizado. Esse processo busca garantir que cada radar seja instalado em locais com necessidade comprovada e com limite de velocidade adequado ao contexto da via:
Etapas para implantação de fiscalização eletrônica
Tráfego • RadarLevantamento inicial
Coleta de dados de acidentes e velocidade média no trecho.
Análise técnica da via
Estudo de engenharia de tráfego, incluindo curvas, aclives e declives.
Definição do limite
Determinação do limite de velocidade adequado ao tipo de via.
Implantação e sinalização
Instalação do equipamento e das placas de advertência e regulamentação.
Operação e acompanhamento
Início da fiscalização eletrônica e monitoramento contínuo dos resultados.
Quais impactos os radares do DER-SP geram na segurança e na rotina dos motoristas?
Com mais radares em funcionamento, tende a haver maior padronização da velocidade ao longo das rodovias estaduais, reduzindo variações bruscas entre veículos lentos e rápidos. Essa homogeneização do fluxo contribui para diminuir a gravidade dos acidentes e ampliar o tempo de reação em situações de emergência.
A presença constante de fiscalização incentiva motoristas a planejarem melhor o tempo de viagem, sem depender de altas velocidades para cumprir horários. Além disso, o maior volume de dados gerado pelos radares apoia futuras intervenções de engenharia, campanhas educativas e ajustes de limites de velocidade pelo DER-SP.