A partir de 2025, passageiros com 65 anos ou mais encontram um cenário um pouco diferente ao embarcar em aeroportos brasileiros, principalmente em viagens para os Estados Unidos e a Europa, com normas que reforçam direitos já previstos em regulamentos internacionais, criam procedimentos específicos para quem tem limitações de mobilidade ou utiliza dispositivos médicos e buscam reduzir etapas burocráticas e tornar o percurso entre check-in e embarque menos desgastante para o público idoso.
Essas mudanças envolvem tanto companhias aéreas quanto órgãos de fiscalização e segurança dos países de destino, com destaque para as regras da TSA, responsável pela triagem de segurança nos EUA, e do DOT, que regula o transporte no país. Na prática, o passageiro mais velho passa a contar com facilidades em diferentes momentos da viagem: na inspeção de bagagem, na escolha de assento, no acesso ao embarque antecipado e no direito a acompanhamento contínuo em casos de mobilidade reduzida.
Quais são as novas regras de segurança em aeroportos para idosos?
A principal alteração para quem viaja para os Estados Unidos está na fase de inspeção de segurança. Passageiros idosos que utilizam itens médicos essenciais, como insulina, remédios líquidos, bombas de infusão ou outros dispositivos, passam a ter um tratamento mais flexível na triagem, podendo mantê-los junto ao corpo ou na bolsa, desde que informem a equipe de segurança de maneira clara.
Esse procedimento busca preservar a privacidade e diminuir o desconforto causado pela exposição de medicamentos e equipamentos sensíveis. Ainda assim, é recomendado que os remédios estejam identificados e acompanhados de receita ou relatório médico, o que facilita a conferência, reduz o risco de atrasos e ajuda no entendimento de agentes que sigam a política médica vigente da TSA.
Como a comunicação auxilia idosos na inspeção de segurança?
Outro ponto relevante é a atenção à linguagem usada durante a abordagem. Passageiros idosos que se comunicam melhor em português podem solicitar auxílio de funcionários da companhia aérea para explicar a condição médica às autoridades de segurança, principalmente quando não dominam o inglês, evitando mal-entendidos e atrasos.
Esse apoio linguístico ajuda a garantir que dispositivos médicos não sejam confundidos com itens proibidos e reduz a necessidade de remoções desnecessárias durante a revista. Em alguns aeroportos, também é possível solicitar, com antecedência, atendimento com intérpretes ou materiais informativos em português para tornar o processo ainda mais claro.
Quais facilidades de embarque e assentos são garantidas a idosos?
Nos aeroportos brasileiros e estrangeiros, o embarque assistido ganha destaque para idosos com dores articulares, limitação de locomoção ou condições como artrose e problemas de coluna. Esse tipo de embarque oferece acesso antecipado à aeronave, permitindo que o passageiro entre antes da maior parte dos demais clientes e evitando longos períodos em pé na fila.
Além disso, normas alinhadas ao DOT reforçam que idosos com dificuldades de mobilidade têm direito a assentos mais acessíveis, prioritariamente em corredores ou em fileiras com espaço ampliado para as pernas, sem cobrança adicional, desde que a condição seja informada e, quando necessário, comprovada por laudo médico ou relatório de saúde atualizado.
Como solicitar embarque assistido e assentos acessíveis?
Para organizar melhor esses pedidos, muitas companhias aéreas incentivam que a solicitação seja feita ainda no momento da reserva ou, no máximo, antes do check-in. Assim, a empresa consegue ajustar o mapa de assentos e preparar a equipe de bordo para atender o passageiro com maior eficiência e previsibilidade.
Em geral, o procedimento ocorre em três etapas principais, que ajudam a registrar a necessidade especial e garantem que o idoso tenha prioridade adequada no momento do embarque:
- Informar a idade e a condição de mobilidade no ato da compra do bilhete.
- Solicitar embarque assistido e assento acessível pelo canal de atendimento da companhia.
- Confirmar o registro da assistência no balcão do aeroporto antes do início do embarque.
Como funciona a assistência de mobilidade em aeroportos?
Outro ponto que ganha força nas novas regras em aeroportos para idosos é o direito a acompanhamento contínuo. Passageiros que dependem de cadeiras de rodas ou que não conseguem se deslocar sozinhos em trajetos mais longos dentro do terminal podem solicitar que um funcionário ou acompanhante os acompanhe desde a inspeção até o portão de embarque e, em muitos casos, também no desembarque.
Quando o idoso precisa de um parente, amigo ou cuidador para auxiliá-lo, a política de assistência de mobilidade permite que esse acompanhante tenha acesso às áreas restritas do aeroporto, inclusive à fila de segurança. O registro ocorre no balcão da companhia aérea, que emite uma autorização específica para reduzir o risco de desorientação e quedas em ambientes movimentados.
Quais são os serviços para idosos em cadeiras de rodas?
Para idosos em cadeiras de rodas, há a possibilidade de solicitar, com pelo menos 48 horas de antecedência, um serviço de acompanhamento ininterrupto. Nessa modalidade, funcionários treinados ajudam no deslocamento entre check-in, controle de passaportes, portão de embarque, conexão e retirada de bagagem, quando aplicável, garantindo mais segurança em trajetos longos.
Essa antecedência é importante para que o aeroporto organize equipes e equipamentos e para que a companhia aérea coordene o apoio em conexões internacionais. Assim, diminui-se a chance de atrasos em horários de pico e aumenta-se a previsibilidade do percurso, especialmente em terminais grandes e pouco familiares para quem viaja esporadicamente.
Como idosos podem se preparar melhor para voar com as novas regras?
O uso adequado das novas normas em aeroportos para idosos depende, em grande parte, da preparação antes da viagem. Ter em mãos documentos médicos atualizados, uma lista de medicamentos e relatórios sobre limitações físicas facilita o diálogo com companhias aéreas e equipes de segurança, além de agilizar procedimentos em caso de imprevistos.
Algumas medidas costumam trazer resultados práticos para quem tem 65 anos ou mais, tornando o percurso entre o check-in e o desembarque mais previsível, organizado e menos cansativo, especialmente em viagens internacionais de longa duração:
- Chegar ao aeroporto com antecedência maior do que a usual, evitando correrias.
- Carregar medicamentos de uso contínuo na bagagem de mão, em embalagens identificadas.
- Levar contatos de emergência impressos, em caso de dificuldade de comunicação.
- Utilizar roupas e calçados confortáveis, que facilitem a passagem por detectores de metal.
- Confirmar junto à companhia, na véspera do voo, se a assistência de mobilidade está registrada.
Essas mudanças, somadas ao conhecimento das normas por parte dos próprios passageiros e de seus familiares, tendem a tornar o processo de viagem mais organizado para a população idosa e contribuem para que o embarque internacional deixe de ser apenas uma etapa complexa e passe a seguir um roteiro mais previsível e menos desgastante.