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Nova regra sobre trabalho aos domingos e feriados passa a valer em 2026 e deve afetar milhões de trabalhadores

Por Larissa Hisashi
25/jan/2026
Em Geral
Nova regra sobre trabalho aos domingos e feriados passa a valer em 2026 e deve afetar milhões de trabalhadores

Trabalho em feriados no comércio depende de negociação coletiva e regras específicas

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O trabalho em feriados no comércio voltou ao centro das discussões trabalhistas depois que a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023 foi adiada para março de 2026, afetando diretamente a rotina do varejo, as escalas de plantão, os custos operacionais, a remuneração diferenciada e os direitos de quem atua em lojas físicas em datas de grande circulação de consumidores.

O que é o trabalho em feriados no comércio e como funciona a autorização?

De forma geral, o trabalho em feriados no comércio envolve a atuação de empregados em lojas, shoppings, centros comerciais e estabelecimentos de rua em dias destinados ao descanso ou à celebração de datas civis e religiosas. A autorização para funcionamento não é automática: depende de legislação específica e, sobretudo, de negociação coletiva entre sindicatos de trabalhadores e entidades patronais.

Na prática, a Portaria nº 3.665/2023 reforça a exigência de que a abertura em feriados esteja apoiada em convenções e acordos coletivos, em sintonia com a Lei nº 10.101/2000. Assim, a empresa não define sozinha o funcionamento nem as contrapartidas, buscando um ambiente regulado com regras claras sobre jornada, descanso, pagamento e compensações.

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Nova regra sobre trabalho aos domingos e feriados passa a valer em 2026 e deve afetar milhões de trabalhadores
Nova portaria exige acordo para comércio abrir nos feriados até mesmo em 2026

Quais são os principais pontos negociados sobre trabalho em feriados?

Os instrumentos coletivos que tratam do trabalho em feriados no comércio organizam o dia a dia em períodos de maior movimento e evitam improvisos entre equipes e gerências. Eles costumam definir remuneração, folgas, escalas e condições mínimas de segurança e transporte, adaptando as regras a diferentes tipos de estabelecimentos.

Esses instrumentos geralmente incluem cláusulas que detalham como será o funcionamento em datas especiais e quais garantias mínimos serão asseguradas aos empregados, como:

  • Adicional ou remuneração diferenciada, com percentuais e critérios claramente definidos.
  • Folga compensatória, com prazo para concessão e forma de compensação das horas trabalhadas.
  • Escalas de revezamento, para distribuir plantões e evitar repetição dos mesmos empregados em todos os feriados.
  • Garantia de transporte em horários com oferta reduzida, especialmente em turnos noturnos.
  • Regras específicas por tipo de comércio, considerando shoppings, centros comerciais e comércio de rua.

Por que o adiamento para 2026 impacta empresas e trabalhadores?

O adiamento da vigência plena da Portaria nº 3.665/2023 para março de 2026 oferece tempo adicional para que o varejo revise contratos coletivos e recalcule o impacto financeiro de adicionais e compensações. Empresas podem ajustar escalas para feriados nacionais, estaduais e municipais e considerar diferenças regionais ligadas ao turismo e a eventos locais.

Para os trabalhadores, sindicatos ganham espaço para levantar dados sobre jornadas, volume de vendas e efeitos na saúde física e mental do trabalho em feriados. Com base nessas informações, podem propor cláusulas mais detalhadas sobre limites de horas, intervalos, descanso entre jornadas e sistemas de compensação, reduzindo improvisos e litígios trabalhistas.

Nova regra sobre trabalho aos domingos e feriados passa a valer em 2026 e deve afetar milhões de trabalhadores
Com novas exigências para abrir em feriado, empresas do comércio precisam negociar regras

Como as negociações coletivas podem ser organizadas até 2026?

Até 2026, o tema do trabalho em feriados no comércio tende a ocupar lugar central nas mesas de negociação, exigindo estudos técnicos e simulações de cenários econômicos. A ideia é alinhar a necessidade de funcionamento em datas de grande movimento com limites de jornada e critérios de remuneração que sejam sustentáveis.

Sindicatos e entidades empresariais costumam adotar etapas como levantamento de dados sobre fluxo de clientes e custos adicionais, análise de indicadores de saúde e segurança, discussão de modelos de compensação (adicionais, bancos de horas, folgas) e definição de regras de escala com limites máximos de feriados trabalhados por ano.

Quais cenários são esperados para o comércio após a vigência da portaria?

A partir de março de 2026, a tendência é que o trabalho em feriados no comércio fique ainda mais vinculado a regras formalmente pactuadas, reduzindo decisões unilaterais das empresas. Isso pode levar à padronização de práticas em segmentos como supermercados, farmácias e shopping centers, sem impedir soluções específicas em regiões turísticas.

Em médio e longo prazos, mudanças no comportamento do consumidor, o crescimento do comércio eletrônico e novas tecnologias de atendimento devem influenciar a necessidade de funcionamento em feriados. Nesse contexto, a negociação coletiva permanece como principal ferramenta para equilibrar direitos trabalhistas, sustentabilidade econômica e demanda social por serviços nesses dias.

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