A construção da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, ganhou destaque regional como uma das principais intervenções de mobilidade previstas até 2026, desenhada para substituir a travessia por balsa na baía e oferecer um trajeto direto entre Guaratuba e Matinhos pela PR-412, com impacto na redução de gargalos rodoviários e na modernização da infraestrutura costeira paranaense.
O que muda com a Ponte de Guaratuba na travessia da baía?
Hoje, o deslocamento entre as duas margens depende de embarque, travessia aquática e desembarque, etapas que tornam o tempo de viagem bastante variável para motoristas, pedestres e ciclistas.
Com a ponte, a travessia passa a se aproximar de um fluxo rodoviário comum: o motorista acessa a PR-412, cruza o vão e segue viagem, reduzindo a imprevisibilidade típica das filas de balsas. Para pedestres e ciclistas, a ciclovia e as calçadas contínuas tornam a travessia independente de horários e capacidade de embarque, o que atende tanto à população local quanto a turistas.
Confira em seguida um vídeo do Tik Tok do influenciador Douglas Avellar de como está a obra da Ponte de Guaratuba atualmente:
@douglas_avellar A Melhor Obra Rodoviária do Brasil. A Ponte de Guaratuba e a belíssima Baia de Guararuba entram em sinergia e marcam a história do Litoral do Paraná inclusive com premiações. Viva o desenvolvimento! #fypage #douglas_avellar #pontedeguaratuba #guaratuba #matinhos ♬ sonido original – FHA Music🎵
Quais são as dimensões e características do trecho estaiado?
O projeto da Ponte de Guaratuba combina elementos tradicionais de pontes de concreto com um trecho estaiado, considerado o segmento mais técnico da estrutura. Os 1,24 km são divididos em 23 vãos apoiados em estacas e travessas distribuídas ao longo da baía, solução que favorece a montagem por etapas com módulos pré-moldados.
O trecho estaiado, marcado por torres e cabos, permite vencer vãos maiores no segmento central e reduzir a quantidade de apoios sobre o espelho d’água, preservando a navegação. Com a fase de fundações praticamente encerrada, o foco se volta para o lançamento de vigas, formação do tabuleiro, acabamentos, pavimentação, sinalização e conexão com a malha viária existente.
Como a Ponte de Guaratuba impacta o trânsito e o turismo regional?
A ligação fixa entre Guaratuba e Matinhos é vista como elemento central para reorganizar a mobilidade no litoral paranaense, substituindo filas de balsa por trânsito em rodovia. Para quem realiza deslocamentos frequentes, a previsibilidade de tempo de viagem passa a ser fator relevante no dia a dia, especialmente em feriados e na alta temporada.
No turismo, a expectativa é que a ponte contribua para distribuir melhor o fluxo de veículos ao longo do dia, com quatro faixas de rolamento, iluminação moderna e dispositivos de segurança. Para absorver essa mudança, os acessos à PR-412 deverão passar por ajustes de sinalização, rotatórias, retornos e conexões com as vias urbanas dos dois municípios.
Quais serão as mudanças na navegação da Ponte de Guaratuba?
Alguns pontos seguem em debate em torno da Ponte de Guaratuba, especialmente sobre custos de uso e regras operacionais. A definição de um eventual pedágio específico e a integração com futuras concessões rodoviárias ainda não foram detalhadas publicamente, o que mantém moradores, transportadores e turistas atentos ao modelo de operação.
Outro tema sensível é o gabarito da ponte, ou seja, a altura do tabuleiro em relação ao nível da água, que precisa garantir a segurança da navegação na baía. Entre os aspectos mais observados por comunidades locais, órgãos públicos e usuários em geral, destacam-se:
- Possível cobrança de tarifa e critérios de isenção ou desconto para moradores.
- Altura livre suficiente para diferentes tipos de embarcações no canal.
- Normas de velocidade, sinalização náutica e restrições de tráfego marítimo.
- Regras de circulação para pedestres, ciclistas e veículos pesados na ponte.
