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Início Política

Líder do Irã resgata figura do Egito Antigo para enviar um forte alerta ao mundo sobre o futuro de Donald Trump

Por Junior Melo
12/jan/2026
Em Política
Decisão de Trump ao revogar convite do Canadá gera tensão no Conselho da Paz

Donald Trump - Créditos: depositphotos.com / thenews2.com

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O novo embate entre Irã e Estados Unidos ganhou um capítulo simbólico e altamente midiático após o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, divulgar uma imagem que compara Donald Trump a um faraó do Antigo Egito, publicada em sua conta oficial na plataforma X nesta segunda-feira (12/1), associando o presidente americano à figura de um tirano destinado à queda, em meio a fortes tensões externas e a uma grave crise interna no Irã.

Por que Khamenei comparou Trump a um faraó do Antigo Egito?

A comparação entre Trump e um faraó não é apenas uma provocação visual, mas parte de um repertório religioso e político do regime iraniano. No discurso de Khamenei, o faraó simboliza poder absoluto, opressão, arrogância diante de Deus e desprezo pela população, marcando Trump como um “faraó moderno”.

Na arte divulgada, um sarcófago em ruínas com o rosto de Trump aparece ao lado da frase “Como o Faraó”, reforçando a ideia de que governantes arrogantes que tentam dominar o mundo são derrubados no auge de seu poder. Ao publicar isso em redes sociais, o líder supremo também disputa o campo da comunicação global, buscando viralizar a associação entre Trump e tiranos históricos. Veja a publicação:

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آن بابایی که با نخوت و غرور نشسته آنجا راجع به همه‌ی دنیا قضاوت میکند، او هم بداند که معمولاً‌ مستبدّین و مستکبران عالم، از قبیل فرعون و نمرود و رضاخان و محمّدرضا و امثال اینها، وقتی که در اوج غرور بودند سرنگون شدند،
این هم سرنگون خواهد شد.#مثل_فرعون pic.twitter.com/hxzJVQQOiL

— KHAMENEI.IR | فارسی (@Khamenei_fa) January 11, 2026

Como a crise econômica e os protestos internos influenciam o discurso do Irã?

O contexto interno ajuda a explicar por que essa imagem surge agora, em meio à forte desvalorização do rial iraniano, inflação elevada e perda de poder de compra. Desde 28 de dezembro, o país enfrenta uma onda de manifestações que atinge diversas camadas da sociedade e pressiona fortemente o governo.

Dados da agência de direitos humanos HRANA apontam protestos em 585 localidades nas 31 províncias, com pelo menos 544 mortos e mais de 10 mil detidos. Ao comparar Trump a um faraó, Khamenei tenta deslocar parte do foco da crise para um inimigo externo, apresentando críticas internacionais como interferência estrangeira e justificando medidas de segurança mais rígidas.

Quais respostas o Irã deu às ameaças e declarações de Trump?

Após as ameaças e comentários de Trump sobre a liderança iraniana e os protestos, Teerã adotou um tom de firmeza e confronto. Autoridades iranianas alertaram que, em caso de ataques dos Estados Unidos, centros militares e de navegação ligados a Washington e Israel seriam considerados “alvos legítimos”, sinalizando disposição para retaliação.

Além dos comunicados oficiais, a vinculação de Trump à figura de um tirano adiciona um componente simbólico religioso à mensagem política. Ao afirmar que “este também será derrubado”, Khamenei sugere que a trajetória de líderes vistos como opressores teria um desfecho inevitável, reforçando uma narrativa de resistência frente às pressões externas.

O que revela a disputa de narrativas entre Irã e Estados Unidos?

A comparação de Trump a um faraó evidencia que o conflito entre Irã e Estados Unidos ultrapassa o campo militar e diplomático, alcançando a disputa simbólica e de opinião pública. O Irã se apresenta como resistência histórica e moral contra potências estrangeiras, enquanto Washington enfatiza direitos humanos, repressão e instabilidade regional.

Esse embate discursivo influencia como a opinião pública internacional percebe o conflito, afetando negociações diplomáticas e a avaliação de riscos no Oriente Médio. Em um cenário de economia fragilizada e memórias recentes de repressão, novos episódios retóricos entre Khamenei, Trump ou outras lideranças americanas tendem a continuar nas plataformas digitais.

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