O cenário político nacional em 2026 segue marcado pela atenção às pesquisas de opinião sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Levantamento Meio/Ideia, divulgado nesta terça-feira (13/1), mostra um quadro dividido na percepção da população brasileira, com maioria relativa de avaliação negativa da gestão federal, em um contexto em que economia, segurança pública, saúde e educação seguem no centro do debate público.
Como está a avaliação geral do governo Lula em 2026?
A pesquisa Meio/Ideia aponta que o governo Lula tem 41,4% de avaliação negativa, somando quem considera a gestão ruim (18,6%) e péssima (22,8%). Do outro lado, 35% avaliam positivamente o governo federal, entre bom (20%) e ótimo (15%). Há ainda 20,5% que veem a administração como regular, enquanto 3,2% disseram não saber como avaliar.
Esse equilíbrio entre aprovação e rejeição, com leve vantagem para a avaliação negativa, mostra que o governo enfrenta desafios para ampliar seu apoio social. A categoria “regular” funciona como zona intermediária, na qual parte do eleitorado permanece em observação e pode se deslocar para aprovação ou rejeição a depender de resultados econômicos e políticos ao longo de 2026.
Como se compara a avaliação do governo com a aprovação pessoal de Lula?
Além da percepção sobre o governo como instituição, a pesquisa mediu a aprovação pessoal do presidente em relação à forma como ele desempenha suas funções. Nesse ponto, 50% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 47% aprovam e 3% não souberam responder, reforçando um quadro de divisão e forte fiscalização da opinião pública.
Os dados sugerem que parte da população distingue a figura do presidente da estrutura mais ampla do governo, mas ambos os indicadores caminham em patamares próximos. Em cenários assim, mudanças em emprego, inflação, segurança nas cidades e qualidade dos serviços públicos tendem a impactar rapidamente esses índices, aumentando ou reduzindo a confiança no presidente.
Como os brasileiros avaliam o governo Lula por área específica?
Quando o foco se volta para áreas específicas, o retrato fica mais detalhado e evidencia onde estão os principais pontos de insatisfação. Os entrevistados foram questionados sobre economia, segurança pública, saúde e educação, temas centrais na rotina da população e decisivos para o humor do eleitorado.
- Economia: 43,4% avaliam negativamente e 37,9% positivamente; 21,5% consideram regular e 3,1% não souberam responder.
- Segurança pública: 48,7% têm avaliação negativa e 25,6% positiva; 22,4% veem como regular e 3,4% não têm opinião formada.
- Saúde: 41,5% avaliam negativamente e 32,1% positivamente; 23,2% classificam como regular e 3,4% não souberam opinar.
- Educação: 39,1% fazem avaliação negativa e 37,9% positiva; 20,2% veem como regular e 3% não sabem.
O que a metodologia da pesquisa Meio/Ideia revela sobre os resultados?
O levantamento Meio/Ideia ouviu 2.000 pessoas por telefone, entre 8 e 12 de janeiro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026, o que permite seu uso em análises públicas com segurança metodológica.
Esse desenho amostral busca representar diferentes regiões, faixas de renda e escolaridade, permitindo identificar tendências nacionais. Embora não detalhe causas específicas das avaliações, o estudo funciona como termômetro para governos, partidos e analistas ao indicar em quais áreas a percepção pública está mais frágil ou receptiva a melhorias.
Quais os impactos da pesquisa?
Os resultados indicam um ambiente em que o governo Lula encara desafios relevantes para ampliar sua base de apoio popular, com maioria relativa de avaliação negativa e desaprovação pessoal ligeiramente acima da aprovação. Ao mesmo tempo, as parcelas que classificam o governo como regular mostram margem para mudança de percepção, a depender de entregas concretas em áreas sensíveis.
Para analistas eleitorais, pesquisas desse tipo servem de guia para estratégias de comunicação, priorização de políticas públicas e articulação com o Congresso. Áreas com maior rejeição, como segurança pública e economia, tendem a receber mais atenção em discursos, anúncios de programas e ajustes de ações, enquanto o acompanhamento contínuo desses indicadores ao longo de 2026 ajudará a medir o impacto das decisões do governo no dia a dia da população.