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Governo anuncia pagamento inédito de R$ 759 por mês para quem cuida de idoso em casa

Por Yudi Soares
01/jan/2026
Em Geral
Governo anuncia pagamento inédito de R$ 759 por mês para quem cuida de idoso em casa

Pais idosos - Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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Entre o aumento da população idosa e as mudanças nas estruturas familiares, o cuidado de longo prazo tem se tornado um desafio constante no Brasil. No Paraná, esse cenário levou à criação de medidas específicas para apoiar idosos em situação de fragilidade que permanecem em casa, sob responsabilidade de familiares, como o Bolsa Cuidador Familiar, que reconhece o papel de quem cuida e busca reduzir a vulnerabilidade social dessas famílias.

Governo anuncia pagamento inédito de R$ 759 por mês para quem cuida de idoso em casa
Cuidadora cuidando do idoso – Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

O que é o Bolsa Cuidador Familiar e qual é a sua finalidade no Paraná?

O Bolsa Cuidador Familiar é um benefício financeiro mensal concedido pelo governo do Paraná, no âmbito do projeto Paraná Amigo da Pessoa Idosa, criado em 2024. O auxílio corresponde a meio salário mínimo nacional por família beneficiária e é destinado a um cuidador familiar que convive com um idoso em situação de vulnerabilidade, com limitações físicas ou clínicas, mas que ainda não esteja institucionalizado.

A finalidade central é incentivar o cuidado domiciliar, reconhecendo o trabalho de quem acompanha o idoso no dia a dia e contribuindo para que ele permaneça em ambiente conhecido, com vínculos afetivos preservados. O benefício complementa outros programas de transferência de renda e integra uma estratégia mais ampla de apoio ao envelhecimento com qualidade de vida.

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Quais são os requisitos para participar do Bolsa Cuidador Familiar?

Para ter acesso ao Bolsa Cuidador Familiar, cuidador e idoso precisam se encaixar em critérios definidos em norma estadual, priorizando famílias em maior vulnerabilidade. A renda, o vínculo familiar, a convivência no mesmo domicílio e a condição de saúde do idoso são critérios centrais avaliados pelas equipes socioassistenciais.

Esses requisitos funcionam como filtro para garantir que o recurso chegue a quem de fato realiza o cuidado cotidiano. Além disso, o programa prevê acompanhamento socioassistencial contínuo, permitindo verificar se o idoso recebe cuidados adequados e se as condições que justificaram o benefício permanecem válidas.

  • Residir com o idoso: o cuidador precisa morar na mesma casa do idoso em situação de fragilidade;
  • Ter 18 anos ou mais: o responsável pelo cuidado deve ser maior de idade;
  • Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico): a família precisa constar nesse sistema federal de programas sociais;
  • Renda per capita de até um salário mínimo: a soma dos rendimentos da família dividida pelo número de moradores não pode ultrapassar esse valor;
  • Idoso com limitação física ou clínica: a pessoa idosa deve apresentar algum grau de dependência, atestado por laudo, mas não estar acolhida em instituição de longa permanência.

Como funciona o projeto piloto do Bolsa Cuidador Familiar?

Em 2025, o Bolsa Cuidador Familiar está em fase de implantação gradativa, iniciando por um projeto piloto em municípios selecionados do Paraná. Essa etapa inicial testa fluxos de atendimento, formulários, equipes técnicas e a articulação entre assistência social e saúde, permitindo ajustes antes da expansão.

As prefeituras participantes estruturam unidades locais de referência para cadastro, avaliação social e acompanhamento das famílias atendidas. O monitoramento é apoiado pelo SIPI-PR, sistema que reúne dados sobre a população idosa e subsidia o planejamento de políticas públicas para o envelhecimento.

Como solicitar o auxílio do Bolsa Cuidador Familiar na prática?

Para solicitar o Bolsa Cuidador Familiar, o primeiro passo é procurar o serviço de assistência social do município, geralmente o CRAS ou outro equipamento indicado pela prefeitura. Em alguns locais, a unidade de saúde que acompanha o idoso também pode ser a porta de entrada, desde que articulada com o setor social.

O interessado deve observar a documentação exigida e as regras atualizadas, pois alguns municípios já utilizam canais digitais para agilizar o processo. A seguir, estão etapas básicas que costumam ser exigidas nas gestões municipais participantes.

  1. Verificar, na prefeitura ou no CRAS, se o município participa do projeto piloto do programa;
  2. Confirmar se a família está com o CadÚnico atualizado, com renda declarada corretamente;
  3. Reunir documentos pessoais do cuidador e do idoso (RG, CPF, certidões e comprovante de residência);
  4. Apresentar laudo médico ou relatório de saúde que comprove a condição de fragilidade do idoso;
  5. Levar comprovantes de renda de todos os moradores da casa, como holerites ou extratos de benefícios previdenciários e assistenciais;
  6. Preencher o formulário específico do programa, seguindo as orientações da equipe técnica;
  7. Aguardar a avaliação social e a decisão sobre a concessão do benefício.

Por que o Bolsa Cuidador Familiar é relevante para o futuro do cuidado de idosos?

Com o crescimento contínuo da população idosa no Brasil, programas como o Bolsa Cuidador Familiar tornam-se estratégicos para modelos sustentáveis de cuidado. Ao direcionar recursos para o ambiente doméstico, a iniciativa reduz pressões sobre instituições de longa permanência e serviços hospitalares, que tendem a ser mais caros e complexos.

O registro das famílias atendidas, aliado ao acompanhamento pelo SIPI-PR e por equipes da assistência social, amplia a capacidade do poder público de mapear demandas do envelhecimento. Isso favorece o planejamento de ações complementares, como capacitação de cuidadores, grupos de apoio e orientações de saúde, consolidando o cuidado no lar como eixo central da rede de proteção social à pessoa idosa.

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