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Fim dos orelhões no Brasil é confirmado pela Anatel e prazo para desligamento é revelado

Por Junior Melo
20/jan/2026
Em Geral
Fim dos orelhões no Brasil é confirmado pela Anatel e prazo para desligamento é revelado

Fim dos orelhões no Brasil

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O fim dos orelhões no Brasil entrou oficialmente na reta final. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu que os cerca de 30 mil telefones públicos ainda espalhados pelo país serão desligados de forma gradual até 31 de dezembro de 2028, marcando o encerramento de um ciclo iniciado nos anos 1970 e acompanhando a mudança do modelo de prestação dos serviços de telefonia, cada vez mais focado em banda larga e redes móveis.

Como o desligamento dos orelhões é motivado?

O desligamento dos orelhões no Brasil está diretamente ligado ao fim das concessões do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Os contratos firmados em 1998, que previam a instalação e manutenção dos telefones públicos como obrigação das concessionárias de telefonia fixa, se encerraram em dezembro de 2025 e foram substituídos por um modelo baseado em autorizações em regime privado.

Segundo a Anatel, essa revisão buscou alinhar as regras do setor à atual realidade de consumo, priorizando a expansão da infraestrutura de banda larga e da cobertura móvel, especialmente 4G e, em alguns casos, 5G. Nesse contexto, as operadoras negociaram a migração do STFC para autorização, considerando aspectos econômicos, regulatórios e a situação financeira das empresas, em especial a Oi, em recuperação judicial desde 2016.

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Por que alguns orelhões ainda permanecem em funcionamento?

Mesmo com a decisão de desligamento, cerca de 9 mil telefones públicos continuam funcionando em áreas onde ainda não existe cobertura de rede móvel 4G. A maior parte desses equipamentos está no estado de São Paulo, mas há unidades em outros estados, principalmente em municípios menores, localidades afastadas e trechos de rodovias com baixa cobertura.

Nesses locais, o orelhão segue como alternativa básica de comunicação em situações de emergência ou em comunidades onde o celular ainda não é tão presente. As operadoras se comprometeram a manter serviços de voz (por meio dos próprios orelhões ou de outras tecnologias) até o fim de 2028 nas cidades onde atuam como únicas prestadoras, sendo possível consultar no site da Anatel a lista de aparelhos que permanecem em operação.

Como será o processo de desligamento dos orelhões pelas operadoras?

O processo de desligamento dos orelhões no Brasil não será uniforme entre as operadoras e seguirá planejamentos distintos, definidos em conjunto com a Anatel. A Oi mantém o maior número de aparelhos em funcionamento, com 6.707 unidades consideradas mais adequadas ao novo modelo de prestação de serviço, que tendem a permanecer ativas por mais tempo, sobretudo em áreas sem alternativa móvel.

Já operadoras como Vivo, Algar e Claro/Telefônica devem concluir o desligamento de suas redes de telefones públicos ainda em 2026, reduzindo o total para aproximadamente 2 mil orelhões ao longo da transição. Outros 500 aparelhos pertencem à Sercomtel, que atende principalmente Londrina e Tamarana, no Paraná, e só poderão ser removidos após o cumprimento de exigências específicas da Anatel.

Como o fim dos orelhões impacta o acesso à comunicação no Brasil?

O encerramento dos orelhões representa uma mudança de formato, mas não elimina a obrigação de garantir acesso mínimo à comunicação. A estratégia regulatória desloca o foco de cabines físicas para infraestrutura digital, concentrando recursos em redes de alta capacidade para ampliar o alcance de voz e dados, inclusive com compromissos de expansão de fibra óptica, antenas 4G e conectividade em escolas públicas.

Para organizar as principais ações e efeitos dessa transição, destacam-se alguns pontos centrais que mostram o novo papel das redes de telecomunicações no lugar dos telefones públicos:

  • Manutenção temporária de orelhões em áreas sem 4G até, no máximo, 2028.
  • Expansão de redes móveis em áreas rurais e remotas, com foco em 4G e, gradualmente, 5G.
  • Implantação de cabos submarinos e fluviais para conectar regiões isoladas.
  • Conectividade para escolas públicas e uso de data centers para suportar novos serviços digitais.
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