Neste domingo (25), a megatempestade de neve e gelo que atinge os Estados Unidos desde o fim de semana transformou parte do país em uma faixa contínua de clima extremo. Ventos cortantes, sensação térmica abaixo de -40°C e estradas cobertas por gelo vêm impactando o cotidiano de milhões de pessoas, em um dos episódios de inverno mais severos registrados em décadas, com reflexos diretos na energia, no transporte e na segurança pública.
Qual a situação da megatempestade de inverno nos Estados Unidos?
No Meio-Oeste, a sensação térmica chegou a -40°C, faixa em que a pele exposta pode congelar em poucos minutos, e Wisconsin registrou -38°C, a menor marca em quase 30 anos na região.
Além do frio intenso, a combinação de neve pesada com chuva congelante forma uma camada espessa de gelo em cabos, árvores e vias. O Serviço Nacional de Meteorologia aponta o Sudeste como uma área crítica, com previsão de acúmulo de gelo capaz de gerar impactos “devastadores a localmente catastróficos” na infraestrutura e na mobilidade urbana. Veja as imagens (Reprodução/X/@VoxLiberdade):
🚨 Inverno rigorosíssimo no hemisfério norte em 2026.
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) January 25, 2026
É assim que a Times Square, em Nova York, se parece durante a tempestade de neve que atinge os EUA. pic.twitter.com/5SfLuBVdL7
Quais estados estão em emergência climática e como a população é afetada?
Com a megatempestade ganhando força, o governo federal ampliou a resposta emergencial e aprovou declarações de emergência para Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte, Maryland, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Indiana e Virgínia Ocidental. No total, 17 estados e o Distrito de Colúmbia declararam algum tipo de emergência climática para agilizar recursos, abrigos e a atuação da Guarda Nacional.
As baixíssimas temperaturas, acompanhadas de ventos fortes, avançam em direção às Grandes Planícies, ampliando o risco de novas quedas de energia e de sensação térmica perigosa. Escolas, órgãos públicos e empresas ajustaram horários ou migraram para o trabalho remoto, enquanto autoridades recomendam deslocamentos apenas em casos de real necessidade nas rodovias afetadas.
Como a megatempestade impacta energia, transporte e infraestrutura?
Cerca de 230 mil consumidores estão sem energia em diferentes estados, enquanto o Departamento de Energia autorizou o ERCOT, no Texas, e a PJM Interconnection, no meio-Atlântico, a acionar recursos de reserva, inclusive com flexibilização temporária de limites ambientais. O objetivo é reduzir a pressão sobre o sistema, evitar apagões em cascata e proteger instalações estratégicas, como grandes data centers e hospitais.
O transporte aéreo é outro setor fortemente afetado, com aproximadamente 13,4 mil voos cancelados desde o início das nevascas e da chuva congelante. Em solo, estradas escorregadias e baixa visibilidade levaram ao fechamento parcial de rodovias, aumentando o risco de acidentes e atrasos em serviços de emergência e na cadeia de abastecimento.
Quais as recomendações de segurança?
Diante da extensão geográfica do fenômeno e da previsão de duração prolongada, autoridades reforçam orientações para que a população se prepare para cortes de energia e restrições de deslocamento. A recomendação é manter estoques básicos e revisar rotinas domésticas para garantir segurança térmica, alimentação e comunicação durante o evento extremo.
- Estocar alimentos não perecíveis, água potável e medicamentos essenciais para alguns dias.
- Garantir fontes alternativas seguras de aquecimento e iluminação, como cobertores extras e lanternas.
- Carregar celulares e power banks, mantendo rádios e meios de comunicação de emergência disponíveis.
- Evitar viagens longas, monitorar alertas meteorológicos e seguir instruções de órgãos oficiais.