Em muitas residências, a rotina de sair de casa às pressas faz com que alguns cuidados básicos com eletrodomésticos sejam deixados de lado. Mesmo aparelhos pequenos, como cafeteiras e torradeiras, podem representar perigo quando permanecem conectados por longos períodos, pois a segurança elétrica doméstica depende diretamente da forma como esses equipamentos são usados, desligados e mantidos.
Por que a segurança elétrica doméstica exige tanta atenção diária?
A ideia de que um equipamento está “desligado” apenas por não estar em uso direto nem sempre corresponde à realidade. Alguns aparelhos continuam a consumir energia, gerando aquecimento interno discreto, que pode se tornar um risco oculto.
Em situações de desgaste de cabos, mau contato ou acúmulo de resíduos, esse aquecimento silencioso pode favorecer incêndios e choques elétricos. Em casas com crianças, idosos ou animais, esse cuidado constante é ainda mais importante.

Quais eletrodomésticos oferecem mais riscos quando ficam na tomada?
Alguns eletrodomésticos, principalmente os que geram calor, exigem atenção redobrada quando permanecem conectados sem supervisão. Ferro de passar, cafeteira elétrica e chaleira são exemplos de aparelhos associados a maior potencial de risco.
Esses equipamentos possuem resistências internas, termostatos e componentes que aquecem e esfriam várias vezes ao dia, o que desgasta fios e conexões. Extensões improvisadas, réguas antigas e adaptadores sem certificação ampliam ainda mais a chance de sobrecarga.
Quais pequenos aparelhos merecem mais cuidado ao serem desligados?
Alguns equipamentos de pequeno porte usados diariamente podem ficar esquecidos na tomada, aumentando riscos e desperdício de energia. A seguir, veja exemplos práticos que pedem mais atenção após o uso:
- Cafeteiras elétricas: mantêm calor residual na resistência e podem aquecer a base por alguns minutos, tornando falhas internas mais críticas quando seguem conectadas.
- Torradeiras e chaleiras elétricas: trabalham com altas temperaturas e podem acumular restos de pão ou água, favorecendo curto-circuitos em conjunto com cabos danificados.
- Ferro de passar roupa: combina alta temperatura e contato com tecidos e superfícies inflamáveis, sendo um dos equipamentos mais perigosos quando esquecido ligado.
Como reduzir o consumo fantasma e os riscos na instalação elétrica?
O consumo fantasma ocorre quando o equipamento permanece em modo de espera, com luzes ou displays acesos, mesmo sem uso efetivo. Esse consumo pode representar até 15% da conta de luz, mantendo o aparelho ativo na rede elétrica e ampliando impactos de defeitos internos.
Em uma residência com 300 kWh de consumo médio, aparelhos em stand by podem gerar cerca de R$ 27,00 por mês, ou R$ 324,00 ao ano. Há, porém, práticas simples que reduzem desperdícios e aumentam a segurança elétrica doméstica.
Quais hábitos fortalecem a segurança elétrica doméstica?
Especialistas destacam que a prevenção depende mais de constância do que de ações isoladas. Pequenos gestos diários criam uma rotina segura, reduzindo riscos de curtos-circuitos, sobreaquecimentos e choques.
Entre os hábitos recomendados estão inspeção regular de plugues e fios, organização de cabos longe de áreas molhadas, checagem dos principais aparelhos antes de sair de casa e preferência por equipamentos certificados, que seguem normas mais rigorosas de segurança.