O afastamento de Henri Castelli do BBB 26 após uma crise convulsiva chamou atenção para um tema médico que costuma gerar dúvidas. O ator deixou o reality por orientação da equipe responsável após apresentar duas convulsões em curto intervalo de tempo durante uma prova de resistência, o que motivou atendimento imediato, internação para investigação neurológica e reacendeu o debate sobre segurança em realities e manejo das crises convulsivas.
O que é crise convulsiva e como ela se manifesta?
Segundo o Ministério da Saúde, o quadro ocorre por uma excitação anormal do córtex cerebral, como uma “falha elétrica” temporária no sistema nervoso.
Em muitos episódios, a pessoa cai no chão, apresenta rigidez muscular inicial e, depois, movimentos rítmicos nos braços e pernas. Após a crise, são comuns sonolência intensa, confusão mental e cansaço por algumas horas, sinais que ajudam médicos a diferenciar convulsão de desmaios simples. Veja o vídeo divulgado pela rede Globo:
Quais fatores podem ter levado Henri Castelli a deixar o BBB 26?
No contexto da saída de Henri Castelli do BBB 26 por crise convulsiva, a repetição do episódio em curto tempo é um importante fator de alerta. Duas convulsões próximas costumam motivar investigação aprofundada, monitorização e afastamento de atividades com esforço físico intenso, privação de sono ou alto estresse, típicas de realities de confinamento.
As possíveis causas de uma convulsão são diversas e incluem desde situações agudas até doenças crônicas. Entre os fatores mais conhecidos, médicos costumam destacar:
- Traumatismo craniano recente;
- Acidente vascular cerebral (AVC);
- Infecções do sistema nervoso, como meningite;
- Tumores cerebrais ou outras lesões estruturais;
- Falta de oxigênio no cérebro em determinadas situações;
- Hipoglicemia em pessoas com diabetes;
- Uso ou suspensão abrupta de medicamentos específicos;
- Epilepsia, caracterizada por crises epilépticas recorrentes.
Como reconhecer uma crise convulsiva e o que fazer imediatamente?
Identificar uma crise convulsiva de forma rápida pode reduzir riscos de complicações. O início costuma ser marcado por um som alto e involuntário, chamado de “grito epiléptico”, seguido de enrijecimento do corpo, movimentos desordenados e perda de resposta a comandos, o que pode levar a quedas e ferimentos.
Em termos de primeiros socorros, entidades como o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Epilepsia orientam uma conduta simples e estruturada, com foco em segurança e suporte básico até a chegada do socorro especializado.
Quais são as recomendações de primeiros socorros em crises convulsivas?
Para quem presencia uma convulsão, adotar medidas corretas ajuda a proteger a pessoa até o atendimento médico. As principais recomendações enfatizam não impedir os movimentos, manter vias aéreas livres e reduzir o risco de traumas.
- Manter a calma e acionar o SAMU (192) ou serviço de emergência local;
- Deitar a pessoa de lado, ajudando a evitar sufocamento com saliva ou vômito;
- Afastar objetos perigosos, como móveis, óculos ou utensílios cortantes;
- Não segurar à força nem tentar impedir os movimentos involuntários;
- Não colocar nada na boca da vítima, evitando mordidas e lesões;
- Deixar a pessoa descansar após a crise, observando respiração e consciência.
Como é o tratamento da epilepsia e das crises convulsivas?
A epilepsia, frequentemente associada a crises convulsivas recorrentes, na maioria das vezes não tem cura definitiva, mas conta com terapias eficazes. Medicamentos anticrise estabilizam a atividade elétrica cerebral e reduzem a frequência dos episódios, e em alguns tipos de epilepsia na infância há remissão espontânea ao longo do desenvolvimento.
Em situações selecionadas, especialmente quando há lesão bem localizada, a cirurgia pode ser cogitada após exames como ressonância magnética e eletroencefalograma. Mudanças de estilo de vida, sono regular, controle de doenças de base e adesão às medicações são pilares do manejo, permitindo que muitas pessoas pratiquem atividades físicas com orientação adequada e convivam bem com a condição.