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Início Política

Deputado Gustavo Gayer afirma ter 145 assinaturas para prisão domiciliar a Bolsonaro

Por Junior Melo
13/jan/2026
Em Política
Deputado Gustavo Gayer afirma ter 145 assinaturas para prisão domiciliar a Bolsonaro

Gustavo Gayer - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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O debate sobre a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro das atenções em Brasília após uma nova ofensiva de aliados no Congresso. Parlamentares articulam um pedido de prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de que o ex-mandatário, com mais de 70 anos, teria direito a tratamento especial em razão da idade e do quadro de saúde, enquanto cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por condenação no processo sobre tentativa de golpe de Estado.

Qual é a situação atual de Jair Bolsonaro na Polícia Federal?

Atualmente, Bolsonaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em uma sala de Estado-Maior, espaço reservado a autoridades com prerrogativa de foro. Aliados alegam que, apesar de ser um local diferenciado, o ambiente não seria compatível com suas necessidades médicas e de acompanhamento contínuo de saúde.

Documentos e declarações públicas o descrevem como paciente com histórico de crises e procedimentos recentes, o que alimenta a pressão por um regime de prisão em casa. A discussão envolve tanto aspectos humanitários quanto a interpretação de garantias constitucionais destinadas a idosos e pessoas com saúde fragilizada.

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Como avança o pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro no Congresso?

Na Câmara dos Deputados, o principal articulador do pedido de prisão domiciliar humanitária é o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que afirma ter reunido 145 assinaturas em apoio à iniciativa. O abaixo-assinado é apresentado como um “ato de clamor” pela dignidade do ex-chefe do Executivo, mas não possui efeito vinculante sobre o regime de cumprimento da pena.

No Senado Federal, a articulação é liderada pelo senador Wilder Morais (PL-GO), que protocolou pedido dirigido ao ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento, apoiado por 41 dos 81 senadores, enfatiza o estado de saúde de Bolsonaro, citando crises convulsivas e intervenções médicas recentes como fundamentos para a mudança de regime. Veja a publicação de Gayer:

Alcançamos, na Câmara dos Deputados, 145 assinaturas para o pedido de prisão domiciliar humanitária para o presidente Bolsonaro.
É o mínimo, um ato de clamor para tentar trazer alguma dignidade ao nosso capitão.
Bolsonaro está preso indevidamente, um idoso de mais de 70 anos, que…

— Gustavo Gayer (@GayerGus) January 12, 2026

Quem tem a palavra final sobre a prisão domiciliar humanitária?

A decisão sobre eventual mudança de regime, da carceragem da PF para prisão domiciliar, cabe exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes é o responsável por analisar pedidos apresentados por parlamentares e pela defesa de Bolsonaro, com base em elementos técnicos como laudos médicos, relatórios da PF e parecer do Ministério Público.

Pedidos desse tipo costumam levar em conta critérios recorrentes, que balizam a concessão ou não da medida. No caso do ex-presidente, a combinação de idade superior a 70 anos e alegada necessidade de acompanhamento diário é constantemente destacada por seus aliados.

  • Idade avançada e fragilidade física comprovada por laudos;
  • Doenças graves ou crônicas que exijam cuidados constantes;
  • Condições do local de custódia diante das necessidades médicas;
  • Risco à integridade física do preso na unidade prisional atual.

Quais são os impactos políticos do pedido de prisão domiciliar?

A campanha por prisão domiciliar humanitária tem efeitos que vão além da esfera jurídica e funciona como termômetro do apoio que Bolsonaro ainda mantém no Parlamento. Aliados utilizam o número de assinaturas na Câmara e no Senado como demonstração de força política e tentativa de influenciar a narrativa pública sobre a condenação.

Ao mesmo tempo, o episódio expõe a divisão no Congresso sobre o futuro político do ex-presidente e sobre a interpretação dos fatos que levaram à condenação por tentativa de golpe de Estado. A decisão do STF deve repercutir nas disputas eleitorais, na relação entre os Poderes e no debate sobre responsabilidade penal de ex-mandatários.

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