Em muitas casas, o fogão funciona todos os dias sem que se tenha ideia de quanto cada refeição pesa no orçamento. A conta de luz ou de gás sobe, mas o equipamento responsável por parte desse gasto costuma ficar em segundo plano, embora a diferença de custo entre tipos de fogão possa chegar a dezenas de reais por mês ou ser mais econômico.
O que realmente torna um fogão mais econômico no fim do mês?
Para entender qual é o fogão mais econômico, é preciso olhar além do tipo de energia usada e considerar a combinação entre consumo, eficiência e tempo de uso diário. Dois fogões com a mesma potência podem gerar contas bem diferentes se um deles desperdiça mais calor ou exige mais tempo para preparar os alimentos.
De forma geral, os equipamentos residenciais se dividem em três grupos principais: fogão a gás tradicional (botijão ou gás encanado), fogão elétrico com resistências visíveis ou vitrocerâmico e fogão por indução. Cada um converte a energia de maneira distinta, o que impacta diretamente a conta de luz ou a recarga do gás.
Quanto custa cozinhar com fogão a gás por mês?
O fogão a gás ainda é o mais comum nas residências brasileiras, e um botijão de 13 kg pode durar de um a três meses, dependendo da frequência de uso, do número de moradores e do tipo de preparo. Em muitas casas com uso típico diário, o gasto equivale a cerca de um botijão por mês, com custo inicial do aparelho geralmente mais baixo.
Em regiões com gás encanado, o consumo aparece em metros cúbicos na fatura, e o gasto para cozinhar tende a ser moderado se não houver vazamentos e se as chamas estiverem bem reguladas. Ainda assim, boa parte do calor da chama se perde para o ambiente, o que reduz a eficiência energética do sistema em comparação com tecnologias mais modernas.
Fogão elétrico gasta mais energia do que muitos imaginam?
O fogão elétrico converte energia elétrica em calor por meio de resistências, e, considerando o valor médio do kWh, uma boca ligada por uma hora pode custar mais do que uma boca a gás no mesmo tempo de uso. Em cozinhas onde várias bocas ficam acesas por longos períodos, o impacto na conta de luz pode chegar a dezenas de reais adicionais por mês.
Modelos mais antigos tendem a esquentar e resfriar lentamente, exigindo mais tempo de funcionamento e aumentando o consumo, o que torna essencial observar a classificação de eficiência energética ao comprar um novo aparelho. Em alguns cenários de uso intenso, trocar um fogão elétrico ineficiente por outra tecnologia pode reduzir o gasto mensal em algo próximo de R$ 70.
Com mais de 1,6 milhão de visualizações, o canal Manual do Mundo apresenta um teste real de consumo de fogões:
Fogão por indução é mais caro para comprar, mas compensa no uso?
O fogão por indução utiliza campos magnéticos para aquecer diretamente o fundo das panelas, o que torna a transferência de energia mais direta e rápida. Assim, a superfície do fogão esquenta menos, a água ferve em menos tempo e o preparo de pratos que exigem calor alto tende a ser mais ágil e eficiente.
Embora o consumo em kWh possa parecer alto à primeira vista, a rapidez no cozimento compensa parte desse gasto, e a eficiência geralmente supera modelos a gás e elétricos tradicionais. O maior obstáculo é o investimento inicial e a necessidade de panelas com fundo magnético, mas em uso diário intenso o valor pago a mais tende a ser recuperado com a economia ao longo do tempo.
Como comparar o custo mensal de cada tipo de fogão?
Para saber qual fogão é mais econômico de acordo com seu perfil, vale fazer um pequeno cálculo com base nas tarifas locais e no tempo médio de uso diário. Isso ajuda a visualizar o gasto mensal real de cada tecnologia e a identificar se a troca de equipamento pode ser vantajosa no médio prazo.
Ao seguir alguns passos simples, fica mais claro quanto se paga para manter o fogão atual e quanto seria gasto com outro tipo de aparelho:
- Verificar na conta atual a tarifa local de gás ou de energia elétrica.
- Observar a potência do fogão elétrico ou de indução (em watts) e o consumo médio indicado pelo fabricante.
- Estimar o tempo diário de uso das bocas e multiplicar pelo valor do kWh ou do metro cúbico de gás.
- Comparar o total mensal estimado com o custo de reposição do botijão ou da fatura de gás encanado.
Com essas estimativas e pequenos ajustes de uso, como tampar panelas, ajustar a chama ao tamanho do fundo e aproveitar o calor residual, é possível manter o impacto do fogão na conta do mês sob controle.