O assassinato de Adrián Corona Radillo, CEO do Grupo Corona, no estado de Jalisco, no México, ganhou destaque internacional e reacendeu o debate sobre a segurança nas rodovias mexicanas. O caso envolve um empresário conhecido no setor de bebidas alcoólicas, cuja morte ocorreu em um contexto de violência que, segundo as primeiras apurações, não estaria ligada diretamente à sua atividade empresarial, mas sim ao cenário de criminalidade que atinge rotas estratégicas no oeste do país.
Como foi o assassinato de Adrián Corona no México?
Segundo os relatos iniciais, o episódio foi tratado pelas autoridades como resultado da insegurança crônica em determinadas rotas do oeste mexicano, especialmente em áreas com presença de grupos criminosos. A morte de Adrián Corona, encontrada no fim de dezembro de 2025, foi registrada como consequência de um ataque aleatório, em um contexto em que interceptações de veículos e sequestros relâmpagos se tornaram recorrentes.
A notícia impactou o setor produtivo de Jalisco, região marcada pela tradição na produção de bebidas como tequila, mezcal e licores. Entidades empresariais locais ressaltaram que o caso expõe a vulnerabilidade de executivos e trabalhadores que dependem das estradas para viagens familiares, deslocamentos de trabalho e escoamento de mercadorias. Veja imagem do empresário (reprodução/X/@azucenau):
Adrián Corona, presidente de Grupo Corona, fue localizado sin vida en Atenguillo, Jalisco, tras haber sido secuestrado a finales de diciembre.
— Fernanda Familiar (@qtf) January 4, 2026
¡Qué tragedia! Van dos empresarios asesinados en Jalisco, en menos de 7 días.
Alberto Prieto Valencia, asesinado junto con su hija de… https://t.co/LyZAIKI80b
Como ocorreu o sequestro e a morte do CEO do Grupo Corona?
Segundo a investigação preliminar, o caso teve início em 27 de dezembro, quando Adrián Corona viajava com a família pela rodovia Tonaya–Puerto Vallarta, na altura do cruzamento Volcanes. O veículo foi interceptado por criminosos armados, que renderam o executivo, a companheira e os filhos em um bloqueio na estrada, prática associada a grupos que atuam em extorsões, sequestros e roubos na região.
Relatórios da promotoria estadual indicam que o empresário foi mantido em cativeiro após ser separado de seus familiares, apresentando sinais de espancamento e ferimentos por arma de fogo. A família, liberada anteriormente, seguiu para Guadalajara para registrar a denúncia, enquanto o corpo de Adrián foi encontrado em 29 de dezembro às margens da mesma rodovia, próximo ao ponto da interceptação.
O que se sabe sobre a motivação do ataque?
As primeiras linhas de investigação apontam que o assassinato de Adrián Corona teria sido resultado de um ataque sem motivação específica ligada ao setor em que o executivo atuava. Fontes citadas pelo Infobae relatam que não houve, até o momento, evidências concretas de tentativa de extorsão direcionada ao Grupo Corona ou à família por razões empresariais.
A hipótese principal é a de abordagem aleatória em trecho controlado informalmente por quadrilhas, prática associada a sequestros expressos, roubos de veículos e exigência de pagamentos rápidos. A permanência em cativeiro, a violência física e o desfecho fatal indicam que o crime extrapolou o padrão de roubo simples, mas as autoridades ainda não confirmaram planejamento prévio ligado à posição econômica da vítima.
Quem era Adrián Corona e qual a importância do Grupo Corona para Jalisco?
Adrián Corona Radillo presidia o Grupo Corona, empresa com sede em Jalisco cuja trajetória teve início em 1954 com dom Armando Corona. O grupo começou com a produção artesanal de mezcal e, ao longo das décadas, diversificou o portfólio para incluir vinhos, tequilas e licores reconhecidos em mercados internacionais:
- Entre os rótulos mais conhecidos estão o Tequila Reserva Don Armando e o licor Rancho Escondido.
- O grupo mantém parcerias com mais de 110 produtores de agave, movimentando a economia local.
- A empresa gera empregos diretos e indiretos e adota iniciativas de sustentabilidade na produção.
- O fortalecimento da marca contribui para a projeção internacional de produtos típicos de Jalisco.
Quais os impactos do caso?
O assassinato do CEO do Grupo Corona ocorre em um contexto mais amplo de preocupação com a segurança nas rodovias do México, especialmente em estados com histórico de atuação de grupos armados. A região de Jalisco é estratégica para o transporte de mercadorias e para o turismo, conectando cidades do interior a destinos como Puerto Vallarta, mas relatos de bloqueios, extorsões e ataques se tornaram mais frequentes.
Organizações empresariais e civis destacam que episódios de violência podem afetar investimentos, logística e imagem internacional de produtos ligados à região. Nesse cenário, ganham força as cobranças por políticas públicas que reforcem a proteção de rotas estratégicas, aprimorem a investigação de grupos criminosos e reduzam os riscos para famílias, motoristas e trabalhadores em viagens de lazer ou trabalho.