A crise na Venezuela voltou a provocar efeitos diretos na aviação comercial que parte do Brasil, com o cancelamento de voos internacionais e ajustes de rotas previstos pelo menos até a próxima sexta-feira (9/1), em razão de restrições no espaço aéreo venezuelano, alterações operacionais das companhias e monitoramento constante dos órgãos reguladores, afetando sobretudo passageiros com viagens para o Caribe e Estados Unidos por rotas que cruzam a região.
Como a crise na Venezuela causa cancelamentos de voos no Brasil?
A crise levou à adoção de restrições em parte do espaço aéreo sob influência venezuelana, afetando rotas que usam esse corredor para ligar o Brasil ao Caribe e à América do Norte, exigindo planejamento extra das companhias.
Enquanto a Anac regula o transporte aéreo no Brasil, o controle do espaço aéreo é feito pelo Decea, que define, com outros órgãos, procedimentos de sobrevoo e eventuais desvios. Com isso, empresas revisam trajetos, cancelam voos e criam operações extras para redistribuir passageiros.
Quais as companhias aéreas mais afetadas pelas restrições?
Entre as brasileiras, a Azul Linhas Aéreas é uma das mais impactadas. A companhia suspendeu temporariamente as operações entre Confins (MG) e Curaçao nos dias 4, 5 e 6 de janeiro, em ambos os sentidos, além de cancelar voos entre Belém (PA) e Fort Lauderdale em 5 e 7 de janeiro, afetando conexões para o mercado norte-americano.
Para reduzir transtornos, a Azul programou voos extras entre terça (6) e sexta-feira (9) e flexibilizou remarcações, permitindo alterações sem taxa ou conversão em crédito válido por até 12 meses. A empresa afirma priorizar a segurança das operações e a assistência aos clientes por canais oficiais.
Quais os impactos da crise na Venezuela para passageiros?
O efeito mais imediato para o passageiro é o cancelamento de voos ou a alteração de horários e conexões. Em muitos casos, desvios para evitar áreas restritas aumentam o tempo de voo ou inviabilizam determinadas operações, como nas rotas da Azul para Curaçao e Fort Lauderdale.
Para lidar com esse cenário, as companhias têm adotado ajustes pontuais e medidas de mitigação, buscando manter a continuidade mínima da malha e resguardar direitos básicos do consumidor, em linha com normas da Anac e práticas internacionais.
- Voos extras para realocar passageiros prejudicados por cancelamentos;
- Remarcação sem custo em trechos afetados pela crise venezuelana;
- Crédito em passagem com validade estendida para uso futuro;
- Assistência em solo, como informação, acomodação e apoio logístico.
Como o passageiro pode agir em caso de voo cancelado?
Em situações de crise como a da Venezuela, especialistas em transporte aéreo recomendam agir rapidamente para minimizar prejuízos. A orientação é usar apenas canais oficiais, registrar tudo por escrito e acompanhar comunicados dos órgãos do setor:
- Verificar imediatamente a reserva em aplicativo, site ou central de atendimento da companhia.
- Confirmar direitos de remarcação ou reembolso, observando políticas específicas do período.
- Registrar protocolos de atendimento, guardando e-mails, comprovantes e números de protocolos.
- Acompanhar comunicados da Anac e dos aeroportos sobre alterações mais amplas na malha aérea.