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Início Geral

Banco indeniza vítima de golpe no WhatsApp em 15 mil reais

Por Guilherme Silva
02/jan/2026
Em Geral
Banco indeniza vítima de golpe no WhatsApp após decisão judicial

Banco indeniza vítima de golpe no WhatsApp após decisão judicial

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Decisões judiciais recentes reforçam que as instituições financeiras respondem por falhas na prestação de serviço digital. Uma vítima garantiu na justiça a reparação de R$ 15 mil após sofrer um golpe do WhatsApp, criando um precedente importante sobre a responsabilidade na segurança bancária.

O banco é responsável por fraudes digitais de terceiros?

O Judiciário entende que o risco da atividade econômica recai sobre o banco, e não sobre o cliente vulnerável. A aplicação do Código de Defesa do Consumidor fundamenta que fraudes externas são riscos inerentes ao negócio financeiro.

Súmulas de tribunais superiores consolidam que as instituições devem oferecer mecanismos seguros e eficazes contra invasões. Quando essa proteção falha, nasce o dever objetivo de reparar o dano material e moral sofrido.

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Aplicativo do WhatsApp - Créditos: depositphotos.com / rafapress
Aplicativo do WhatsApp – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Quando a falha de segurança gera dever de indenizar?

A indenização ocorre principalmente quando fica comprovado que o banco permitiu transações atípicas sem realizar o bloqueio preventivo. O monitoramento de perfil deve ser capaz de identificar movimentações que fogem drasticamente do padrão habitual do correntista.

No caso citado, a transferência de valores altos em curto período caracterizou uma quebra de segurança evidente. A ausência de contato imediato da instituição para verificar a autenticidade da operação pesou contra o banco.

O que fazer ao perceber que caiu em um golpe?

A agilidade na reação é determinante para aumentar as chances de recuperação do dinheiro ou futura indenização. O primeiro ato deve ser o contato formal com a instituição para solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.

Registrar o ocorrido junto às autoridades é obrigatório para transformar a reclamação em prova jurídica válida. Sem a documentação correta, torna-se difícil comprovar a boa-fé do consumidor e a negligência da operadora financeira.

Para fundamentar um processo sólido, o consumidor deve reunir e organizar os seguintes registros:

  • Boletim de Ocorrência detalhado com horários e valores das transações.
  • Prints das conversas com os golpistas e das telas de erro do aplicativo bancário.
  • Protocolos de atendimento que comprovam a tentativa de solução administrativa.
Créditos: depositphotos.com / rafapress
Utilizando o PIX – Créditos: depositphotos.com / rafapress

Quais são os direitos do consumidor lesado pelo banco?

A jurisprudência atual caminha para proteger o usuário de tecnologias bancárias contra a sofisticação das fraudes digitais. Não se deve aceitar o prejuízo passivamente quando há evidências de que o sistema de defesa da conta foi ineficiente.

Confira os pontos centrais que justificam a busca pelo Poder Judiciário nestes casos:

  • O banco responde objetivamente por danos gerados por fraudes e delitos de terceiros.
  • A inversão do ônus da prova favorece o correntista em ambiente digital.
  • Danos morais podem ser pleiteados além do ressarcimento do valor roubado.

Busque orientação especializada caso seu pedido de contestação seja negado administrativamente pelo banco. Exercer seus direitos é fundamental para reaver seu patrimônio e forçar a melhoria dos sistemas de segurança.

Leia também: Cliente recebe R$ 20 mil de volta após Justiça responsabilizar banco por golpe do Pix

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