A fiscalização de suplementos alimentares vem ganhando destaque no Brasil, em meio à expansão do mercado de produtos voltados à nutrição esportiva e à saúde. Em 2025, o país segue entre os maiores consumidores de whey protein no mundo, o que aumenta a atenção das autoridades sanitárias para possíveis irregularidades. Nesse contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado ações de monitoramento, com foco em itens sem registro, sem licenciamento sanitário ou com composição em desacordo com a legislação.

O que é whey protein e por que a fiscalização é importante?
Embora seja classificado como alimento, o suplemento precisa cumprir requisitos sanitários específicos, como registro na Anvisa, rotulagem adequada e comprovação de segurança.
Sem essas etapas, não é possível garantir que o produto atenda aos padrões exigidos para consumo humano. A fiscalização da Anvisa busca, em especial, impedir que suplementos clandestinos cheguem ao mercado, reduzindo o risco de composição irregular, contaminantes e informações enganosas ao consumidor.
Como a Anvisa regula o whey protein e outros suplementos alimentares?
A regulação de whey protein e de outros suplementos segue um conjunto de normas que define o que pode ou não ser comercializado. Para que um suplemento chegue às prateleiras, a empresa precisa atender a exigências sanitárias mínimas de estrutura, documentação e qualidade.
Nesse contexto, os fabricantes e importadores devem cumprir as seguintes etapas básicas para atuar de forma regularizada no país:
- Obter licenciamento sanitário junto ao órgão de vigilância local;
- Registrar o produto no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, quando exigido;
- Atender às regras de composição, rotulagem e alegações permitidas;
- Manter boas práticas de fabricação e controle de qualidade.
Quando a Anvisa identifica um suplemento irregular, pode determinar medidas que vão desde a correção de rotulagem até a retirada completa do produto do mercado. A gravidade da infração orienta a escolha da ação sanitária.
- Suspensão da comercialização do produto em todo o território nacional;
- Recolhimento dos lotes já distribuídos;
- Proibição de fabricação até que as exigências sejam cumpridas;
- Emissão de alertas públicos para orientar consumidores, lojistas e profissionais de saúde.
Essas medidas vêm sendo aplicadas não apenas a marcas de whey protein, mas também a cápsulas, óleos vegetais e outros suplementos naturais produzidos sem licenciamento sanitário. A atuação envolve tanto lojas físicas quanto vendas pela internet, incluindo sites próprios de fabricantes e marketplaces.
Por que o mercado de whey protein cresce tanto no Brasil?
O aumento da procura por suplementos proteicos, como o whey protein, está ligado à popularização das academias, ao interesse por desempenho esportivo e à maior atenção à alimentação. Com isso, o Brasil passou a figurar entre os maiores mercados consumidores desse tipo de produto, movimentando bilhões de reais ao ano.
Esse crescimento atrai novos fabricantes e distribuidores, ampliando a oferta de marcas, sabores e combinações de nutrientes. Ao mesmo tempo, surgem empresas que tentam entrar no setor sem cumprir todas as exigências sanitárias, o que reforça a importância da fiscalização contínua e de análises laboratoriais periódicas.
Como acompanhar a situação do whey protein no Brasil?
A transparência é central na relação entre o mercado de whey protein, a fiscalização e o público. Informações sobre proibições, recolhimentos e alertas são divulgadas pela Anvisa em seu portal oficial e em publicações no Diário Oficial da União, permitindo o acompanhamento de marcas e lotes específicos.
Para acompanhar esse cenário e reduzir riscos, o consumidor pode adotar algumas ações simples no momento da compra e do uso dos suplementos:
- Verificar se o suplemento exibe número de registro ou de notificação na embalagem;
- Checar, no site da Anvisa, comunicados recentes sobre whey protein e outros suplementos;
- Observar se a empresa fabricante informa CNPJ, endereço e canal de atendimento;
- Buscar orientação de profissionais habilitados antes de iniciar o uso de novos produtos.
À medida que o mercado de suplementos segue em expansão até a segunda metade desta década, a tendência é que a fiscalização permaneça intensa. A combinação de regras sanitárias claras, ações de controle e acesso à informação contribui para que o consumo de whey protein e de outros suplementos alimentares ocorra dentro dos parâmetros de segurança previstos na legislação brasileira.