A circulação de medicamentos falsificados e soluções hospitalares contaminadas tem sido alvo de atenção crescente das autoridades sanitárias brasileiras. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou medidas de apreensão, suspensão de uso e recolhimento de diversos produtos após identificar riscos diretos à saúde, reforçando a preocupação com a integridade da cadeia de medicamentos, desde a fabricação até a aplicação em pacientes.
Keytruda e o lote falsificado em 2025
O Keytruda é um imunoterápico indicado para o tratamento de alguns tipos de câncer, como tumores de pulmão, cabeça e pescoço e estômago. Em 2025, foi identificado no mercado um lote falso, com numeração específica, que não corresponde ao produto fabricado pela detentora do registro, levando a Anvisa a determinar a apreensão, proibição de uso, comercialização e distribuição.
As diferenças entre o Keytruda original e o medicamento falso aparecem principalmente na rotulagem e nas tampas dos frascos, com falhas de formatação, texto e pontuação. As tampas do tipo flip cap utilizadas na falsificação apresentam acabamento distinto do produto regular, o que facilita a identificação por equipes de farmácia hospitalar, serviços de oncologia e programas de farmacovigilância.
Reconhecimento de medicamentos falsificados como Keytruda e Oppy
Para evitar o uso de medicamentos falsificados, como Keytruda e Oppy, profissionais de saúde devem reforçar rotinas de checagem visual e documental, com base em protocolos internos de segurança do paciente. A análise deve incluir número de lote, prazo de validade, características da embalagem e conferência com informações oficiais do fabricante e alertas da Anvisa.
No caso do anestésico Oppy, utilizado para alívio de dores intensas, um lote falsificado chamou a atenção por apresentar sistema de abertura por anel de ruptura com tinta verde, diferente do produto genuíno. Em situações como essa, recomenda-se suspender imediatamente o uso do frasco suspeito, isolar o produto e comunicar o achado à vigilância sanitária e à área de qualidade do serviço de saúde.
- Conferir o lote com comunicados oficiais da Anvisa e do fabricante.
- Observar rótulos quanto a erros de ortografia, formatação e logotipos.
- Verificar tampas e lacres (flip cap, anel de ruptura, cores e materiais).
- Registrar suspeitas em prontuário e sistemas internos de qualidade.
- Notificar imediatamente a Anvisa ou a vigilância sanitária local.
Cuidados com lotes de solução fisiológica contaminada
A solução fisiológica de cloreto de sódio é amplamente usada para hidratação, diluição de medicamentos e limpeza de acessos venosos. Em 2025, três lotes específicos fabricados por uma indústria nacional foram recolhidos após análise laboratorial apontar a presença de material estranho dentro das bolsas, levando a Anvisa a suspender sua comercialização, distribuição e uso.
A presença de qualquer corpo estranho em solução estéril representa risco de infecção, reação inflamatória ou embolia, dependendo da via de administração. Por isso, hospitais e serviços de saúde foram orientados a separar imediatamente os lotes citados de seus estoques, reforçando a inspeção visual de bolsas antes da administração como etapa obrigatória na rotina assistencial.
- Transparência da solução e ausência de partículas visíveis.
- Integridade da bolsa, sem furos, deformações ou vazamentos.
- Condição do lacre e do sistema de infusão.
- Validade, lote e fabricante, comparando com alertas oficiais.
Orientações ao identificar lotes suspeitos de medicamentos e soluções
Ao se deparar com um frasco de Keytruda, uma ampola de Oppy ou uma bolsa de solução fisiológica pertencente a lotes citados em alertas sanitários, a orientação é interromper o uso e acionar imediatamente os canais oficiais. A Anvisa mantém canais de atendimento para notificações de profissionais e pacientes, enquanto as vigilâncias sanitárias locais recebem comunicações por telefone, e-mail ou sistemas eletrônicos.
Essas notificações colaboram para o mapeamento da circulação de medicamentos falsificados e soluções contaminadas no país, permitindo ações rápidas de recolhimento e orientações específicas aos serviços de saúde. A combinação entre fiscalização sanitária, controle de qualidade dos fabricantes e atenção permanente de profissionais tende a reduzir a exposição de pacientes a produtos irregulares e a preservar a segurança dos tratamentos.
- Isolar o produto suspeito, evitando qualquer administração.
- Registrar o número de lote, fabricante declarado e local de aquisição.
- Comunicar a equipe de farmácia ou direção técnica do serviço.
- Notificar a Anvisa pelos canais de atendimento oficiais.
- Informar a vigilância sanitária local para acompanhamento in loco.
