A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de retirar de circulação determinados produtos naturais tem chamado a atenção de consumidores e comerciantes em todo o país. Entre os itens atingidos estão o Óleo de Avestruz Gold Green e um suplemento alimentar com aloe vera, ambos submetidos a medidas de apreensão e proibição de venda, fabricação, distribuição, divulgação e consumo, o que levanta dúvidas sobre os motivos dessas proibições e os cuidados ao consumir suplementos e produtos de origem natural.

Por que a Anvisa proibiu o óleo de avestruz Gold Green?
O Óleo de Avestruz Gold Green, associado à empresa Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda., foi alvo de apreensão depois que a Anvisa identificou indícios de falsificação. A fabricante citada no rótulo, Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Eirelli, informou formalmente que não produziu o produto, caracterizando grave divergência entre a rotulagem e a origem real do óleo.
Quando um item é considerado falsificado, não há garantia sobre procedência das matérias-primas, processo de fabricação, condições de higiene, concentração de substâncias ou presença de contaminantes. Por isso, a Anvisa determina proibição de comércio, fabricação e propaganda, além da apreensão dos lotes encontrados no mercado, mesmo que ainda não existam surtos de eventos adversos registrados.
Aloe vera em suplementos alimentares no Brasil
No caso do Suplemento Alimentar de Vitaminas C e E com Extrato Natural de Aloe Vera, da empresa NS Produtos Naturais Ltda., a proibição teve como base a presença de ingrediente não autorizado. A Anvisa apontou que a aloe vera (babosa) não é permitida em suplementos alimentares no Brasil, o que torna o produto irregular para essa categoria.
Além disso, o rótulo do produto não informava a origem da aloe vera utilizada, o que dificulta o rastreamento da cadeia produtiva e a avaliação adequada da matéria-prima. Enquanto não houver regras claras autorizando seu uso em suplementos, qualquer produto dessa categoria que contenha babosa é considerado fora do padrão regulatório sanitário.
Quais foram os motivos para as proibições da Anvisa?
De forma geral, a proibição de produtos como o Óleo de Avestruz Gold Green e o suplemento com aloe vera está ligada a três eixos centrais: falsificação, ingredientes não autorizados e falhas de rotulagem. Esses fatores se relacionam diretamente à proteção da saúde pública e à transparência nas relações de consumo.
Além desses pontos, a agência considera ainda a ausência de regularização, falhas de controle de qualidade e alegações de saúde sem respaldo científico. Para facilitar o entendimento do consumidor, os principais motivos podem ser resumidos em tópicos:
- Falsificação e fraude na origem: quando o fabricante declarado nega ter produzido o item, a identidade do produto é adulterada, impedindo qualquer controle de qualidade confiável.
- Uso de substâncias não permitidas em suplementos alimentares: a inclusão de aloe vera em suplementos, sem autorização normativa, contraria as listas oficiais de substâncias aprovadas.
- Informações incompletas ou enganosas no rótulo: a falta de dados sobre a origem da matéria-prima, modo de uso ou advertências obrigatórias prejudica o direito à informação adequada.
Cuidados do consumidor ao comprar suplementos e produtos naturais
Diante de casos como o do Óleo de Avestruz Gold Green e do suplemento com aloe vera, torna-se fundamental adotar alguns cuidados básicos. A verificação de informações oficiais e o hábito de checar rótulos reduzem significativamente o risco de consumo de itens irregulares.
Conferir alertas da Anvisa, observar dados como fabricante, CNPJ, lote e validade, desconfiar de promessas exageradas e preferir canais formais de venda são práticas essenciais. Sempre que possível, é recomendável consultar profissionais de saúde antes de iniciar o uso de qualquer suplemento, sobretudo em situações de doenças crônicas, uso de medicamentos ou gestação.