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Anvisa proíbe comercialização de 4 grandes marcas de suplementos no Brasil

Por Yudi Soares
03/jan/2026
Em Geral
Anvisa determina recolhimento de suplementos da Capsul Brasil por descumpriu boas práticas de fabricação

Anvisa

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A suspensão de suplementos alimentares determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reacendeu o debate sobre a segurança desses produtos no Brasil. A decisão atinge quatro marcas e envolve desde problemas de registro até indícios de falsificação, com impacto direto para consumidores, fabricantes e para o comércio eletrônico. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e tem validade imediata em todo o território nacional.

Anvisa proíbe comercialização de 4 grandes marcas de suplementos no Brasil
Anvisa recolhendo suplementos

O que motivou a Anvisa a suspender suplementos alimentares?

De acordo com a Anvisa, a proibição alcança não só a venda, mas também a fabricação, a distribuição, a divulgação e o consumo dos suplementos envolvidos. A determinação inclui ainda o recolhimento dos itens já colocados no mercado, exigindo ação coordenada entre empresas, órgãos de vigilância sanitária locais e pontos de venda físicos e virtuais.

A Anvisa informou que as empresas Pharmacêutica Labs e RTK Indústria tiveram todos os seus produtos suspensos, por problemas que vão da ausência de regularização à falha em boas práticas de fabricação e uso de substâncias não autorizadas.

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Quais foram as irregularidades da Pharmacêutica Labs e da RTK Indústria?

No caso da Pharmacêutica Labs, pesaram fatores como ausência de regularização de alguns itens, uso de substâncias não autorizadas em alimentos, falta de registro específico para suplemento probiótico e marcas que sugeriam propriedades terapêuticas sem aprovação prévia. Essas condutas ferem normas de segurança e de comunicação sanitária.

Já a RTK Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais foi alvo de medida por resultado insatisfatório quanto às boas práticas de fabricação. Em inspeções ou análises documentais, foram observadas falhas em higiene, controle de matérias-primas e monitoramento de processos industriais, comprometendo a qualidade dos suplementos produzidos.

Quais foram os suplementos proibidos pela Anvisa?

Entre os casos analisados, um dos destaques envolve o Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA Vitamina E, da marca Global Suplementos. A Anvisa determinou a proibição e o recolhimento do lote 071A após a empresa Akron Pharma, declarada como fabricante, informar que não reconhece esse lote como parte de sua produção.

O produto era comercializado em plataforma de marketplace, o que acende alerta sobre a compra de suplementos em ambientes digitais. Segundo a agência, o lote apresentava diferenças relevantes na rotulagem, como material gráfico e acabamento distintos, indicativos clássicos de possível falsificação ou fabricação por empresa não autorizada.

  • Divergências de rótulo: diferenças na cor, fonte, acabamento e informações obrigatórias.
  • Origem não confirmada: fabricante formal nega ter produzido o lote suspeito.
  • Venda on-line: circulação por meio de plataforma que reúne diversos vendedores.

Quais foram os principais problemas identificados nos suplementos?

Além dos suplementos vinculados a empresas específicas, a Anvisa também barrou o produto Candfemm, classificado como suplemento alimentar probiótico, mas sem registro sanitário. O item era divulgado como voltado à saúde vaginal e intestinal, com alegações como “eliminar a candidíase”, o que caracteriza promessa terapêutica indevida.

De forma geral, os problemas levantados podem ser agrupados em grandes frentes, que mostram que o conceito de suplemento alimentar envolve muito mais do que adicionar vitaminas, minerais ou probióticos à rotina, exigindo comprovação de segurança e rotulagem adequada.

  1. Ausência de registro ou regularização
    Suplementos sem cadastro válido, sem comprovação de que atendem às normas sanitárias vigentes.
  2. Uso de constituintes não autorizados
    Inclusão de substâncias, doses ou combinações que não constam nas listas permitidas para alimentos e suplementos.
  3. Falta de boas práticas de fabricação
    Falhas em controles de higiene, rastreabilidade, armazenagem e manutenção de equipamentos.
  4. Alegações terapêuticas irregulares
    Promessas de cura, prevenção ou tratamento de enfermidades, o que é reservado a medicamentos, não a suplementos.

Como o consumidor deve lidar com a suspensão de suplementos alimentares?

Embora a Anvisa tenha determinado o recolhimento dos produtos, muitos consumidores ainda podem ter frascos em casa ou em uso. Nessas situações, a orientação é interromper o consumo do lote citado, guardar embalagens e notas fiscais para eventual rastreabilidade e buscar informações junto aos canais de atendimento da agência ou das vigilâncias sanitárias locais.

Ao escolher um suplemento alimentar, alguns cuidados tendem a reduzir riscos e ajudar a identificar produtos mais seguros, especialmente em um mercado em expansão e sujeito a fiscalização rigorosa.

  • Verificar se o rótulo apresenta o número de registro ou notificação junto à Anvisa.
  • Observar se a empresa fabricante e o CNPJ estão claramente identificados.
  • Desconfiar de promessas de cura rápida ou eliminação definitiva de doenças.
  • Priorizar canais de venda formais e marcas com dados de contato acessíveis.
  • Consultar profissionais de saúde antes de iniciar o uso regular de suplementos.
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