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Anvisa determina recolhimento de cinco lotes de furosemida

Por Yudi Soares
17/jan/2026
Em Geral
Anvisa determina recolhimento de cinco lotes de furosemida

Recolhimento de furosemida busca reduzir riscos e garantir segurança hospitalar

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A divulgação de um recolhimento de medicamento costuma gerar preocupação entre pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos farmacêuticos. Quando um fabricante comunica espontaneamente a retirada de lotes específicos de um produto, o objetivo é reduzir riscos e garantir maior segurança no uso. No caso da furosemida injetável, substância amplamente utilizada em hospitais e serviços de urgência, a decisão de recolher parte da produção ganhou destaque por envolver um item presente na rotina de diversos tratamentos.

Anvisa determina recolhimento de cinco lotes de furosemida
Pessoa recebendo vacina- Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom

O que mudou com o recolhimento da furosemida injetável?

O recolhimento voluntário de lotes de furosemida 10 mg/ml solução injetável, fabricados em apresentação com 100 ampolas de 2 ml, foi motivado pela identificação de possível fragilidade do vidro das ampolas. Nesses casos, o risco potencial envolve não apenas o princípio ativo, mas também a integridade da embalagem primária, que deve suportar armazenamento, transporte e manuseio seguro.

Qualquer suspeita de fissura, microtrinca ou falha estrutural leva à necessidade de avaliar o lote e, se necessário, retirá-lo de circulação. A partir dessa iniciativa, a autoridade sanitária determina a suspensão da distribuição, da comercialização e do uso dos lotes apontados, até que seja possível confirmar as condições de segurança nos serviços de saúde.

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Como funciona o monitoramento de segurança de medicamentos?

O sistema de vigilância sanitária de medicamentos no Brasil acompanha continuamente a qualidade, a eficácia e a segurança dos produtos disponíveis no mercado. Esse monitoramento envolve notificações de profissionais de saúde e pacientes, inspeções em fabricantes, laudos de controle de qualidade e comunicações formais das empresas.

A farmacovigilância organiza essas informações e propõe medidas quando são identificados riscos relacionados ao uso de um medicamento. Entre essas medidas, podem ser adotadas diferentes ações regulatórias, de acordo com a gravidade e a extensão do problema identificado.

  • Advertências em bula e rótulo, quando há necessidade de reforçar instruções de uso ou cuidados especiais;
  • Alterações na embalagem, se forem observadas falhas no acondicionamento ou risco de uso incorreto;
  • Suspensão temporária de lotes específicos, até que se conclua a investigação técnica;
  • Recolhimento definitivo de produtos, quando confirmada a possibilidade de dano à saúde;
  • Cancelamento de registro, nos casos em que o problema inviabiliza a manutenção do medicamento no mercado.

Medicamentos manipulados podem ser anunciados ao público em geral?

Os medicamentos manipulados, também chamados de preparações magistrais, seguem regras específicas de segurança e publicidade. Diferentemente dos produtos industrializados, produzidos em larga escala, a fórmula manipulada é individualizada e preparada a partir de prescrição que define dose, concentração e forma farmacêutica.

Por essa razão, normas de boas práticas em farmácias proíbem a exposição de medicamentos manipulados como itens de prateleira. A legislação impede o uso dessas fórmulas em propaganda, publicidade ou promoção voltada ao público em geral, justamente por não se tratarem de produtos padronizados para toda a população.

Por que a venda on-line de fórmulas magistrais é restrita?

A limitação à publicidade de medicamentos manipulados está ligada a pontos centrais da política de segurança sanitária. A oferta ampla em sites pode estimular o uso sem avaliação adequada, o que contraria a lógica da prescrição individualizada e do acompanhamento profissional contínuo.

  1. Individualização da terapia: como a fórmula é ajustada para cada caso, não há garantia de que uma prescrição sirva para outra pessoa, mesmo com queixas semelhantes.
  2. Risco de automedicação: a oferta em sites pode estimular o consumo sem avaliação prévia, aumentando a chance de interações medicamentosas, reações adversas ou uso inadequado.
  3. Necessidade de acompanhamento: o farmacêutico deve conferir a receita, orientar o paciente e registrar o preparo, o que não se compatibiliza com anúncio genérico em ambiente virtual.
  4. Controle da qualidade: a rastreabilidade de cada preparação depende de documentação precisa, que se perde quando a fórmula é tratada como produto padronizado em catálogo.

Em muitos casos, a manipulação é indicada quando o paciente apresenta alergia a algum componente do medicamento industrializado, precisa de concentração intermediária que não existe no mercado ou necessita de forma farmacêutica diferente. Com isso, o foco é adaptar o tratamento às condições individuais, e não promover um item de uso geral em plataformas de venda.

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