A atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação a suplementos alimentares tem chamado atenção por envolver produtos amplamente divulgados na internet, como os das marcas Ervas Brasil e Glicopill, e reforça a importância do controle sanitário sobre esse tipo de mercadoria, principalmente quando há falta de licença, origem desconhecida e promessas de benefícios sem prova científica.
Por que a Anvisa endureceu o controle sobre suplementos alimentares?
As determinações da Anvisa em 2026 envolveram fatores graves, como ausência de licença sanitária, alvará de funcionamento e uso de ingredientes não autorizados em suplementos alimentares. Além disso, a divulgação com alegações terapêuticas sem comprovação científica vai contra as normas brasileiras e potencializa riscos à saúde.
No caso da Ervas Brasil Indústria Ltda., a agência determinou a apreensão de todos os produtos e proibiu sua comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo. Irregularidades recorrentes, como nos itens “Vitamina C Sucupira com Unha de Gato” e “Suplemento Alimentar Colesterol”, mostraram um padrão de descumprimento das regras, justificando ações mais amplas e exemplares.
O que ocorreu com o suplemento alimentar em cápsulas Glicopill?
No caso do Suplemento Alimentar em Cápsulas Glicopill, a Anvisa determinou a apreensão do produto e proibiu sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo em todo o território nacional.
O principal problema foi a origem desconhecida do suplemento, o que impede verificar condições de produção, controle de qualidade e segurança.
O Glicopill era anunciado em site oficial próprio e em grandes plataformas de comércio eletrônico, como Mercado Livre, Shopee, Magazine Luiza e Amazon. Essa ampla presença em marketplaces aumenta o potencial de consumo por pessoas que acreditam estar adquirindo um produto confiável, exigindo atuação integrada entre Anvisa, outros órgãos públicos e as próprias plataformas.
Como funciona na prática a fiscalização de suplementos alimentares?
A fiscalização de suplementos alimentares vai do registro ou notificação de produtos ao monitoramento da publicidade e da venda, com critérios claros para ingredientes permitidos, limites de uso, rotulagem e alegações de saúde. Quando há substâncias não autorizadas, ausência de cadastro ou promessas de cura e tratamento, a Anvisa pode instaurar processos administrativos e adotar medidas cautelares.
Em situações como as de Ervas Brasil e Glicopill, as ações típicas incluem diferentes etapas coordenadas para retirar produtos irregulares do mercado e informar a população e o comércio:
🏛️ Medidas adotadas pela autoridade sanitária
Providências oficiaisApreensão de lotes
Apreensão de lotes em estabelecimentos físicos e centros de distribuição.
Impacto: retirada imediata dos produtos do mercado.
Proibição de atividades
Proibição de fabricação, venda, importação e divulgação dos produtos.
Impacto: bloqueio total da cadeia comercial.
Publicação no DOU
Publicação de resoluções no Diário Oficial da União com as decisões.
Impacto: validade jurídica e transparência pública.
Comunicação a órgãos locais
Comunicação a órgãos de defesa do consumidor e vigilâncias sanitárias locais.
Impacto: reforço da fiscalização em estados e municípios.
Por que a origem e a licença sanitária dos suplementos alimentares são cruciais?
A expressão “suplementos alimentares” remete à complementação da dieta, mas, sem licença ou com origem desconhecida, esses produtos podem ocultar riscos relevantes. A falta de Licença Sanitária indica que a empresa não passou por verificações de estrutura, higiene, processos de produção e controle de qualidade exigidos pela vigilância sanitária.
Nesse contexto, especialistas reforçam que instalações adequadas, controle de matérias-primas, dosagens corretas e testes laboratoriais são pilares para reduzir riscos de contaminação, doses excessivas ou presença de ingredientes proibidos.
A rotulagem clara, sem promessas terapêuticas sem respaldo científico, complementa essa proteção e auxilia o consumidor na tomada de decisão.
Qual é o impacto das decisões da Anvisa no mercado de suplementos alimentares?
As ações recentes contra marcas como Ervas Brasil e Glicopill sinalizam ao setor de suplementos alimentares que operar fora das normas sem documentação, com ingredientes não autorizados ou alegações terapêuticas sem prova pode resultar em apreensões, proibições e prejuízos econômicos significativos. Isso tende a estimular maior conformidade regulatória e investimentos em qualidade e rastreabilidade.
Para a população, essas medidas funcionam como proteção da saúde, ao restringir a circulação de produtos potencialmente perigosos, sobretudo em ambientes digitais com forte apelo de marketing.
A atuação contínua da vigilância sanitária, aliada ao acesso às informações oficiais, favorece um consumo mais seguro e baseado em suplementos regularizados, com composição e origem transparentes para profissionais de saúde e consumidores.