Pele rachando no calcanhar é um problema muito comum, mas muita gente só percebe quando começa a doer, arder ou atrapalhar para caminhar. A pele dessa região é naturalmente mais grossa e, sem cuidados, perde elasticidade, resseca e começa a rachar. Coisas do dia a dia, como passar muito tempo em pé, usar calçado desconfortável e não hidratar os pés com frequência, estão entre as principais causas, além de poder facilitar a entrada de germes e causar infecções.
Por que o calcanhar rachado aparece com tanta frequência?
Boa parte do peso do corpo fica concentrada nos calcanhares. Cada passo causa pressão e atrito nessa área, fazendo a pele engrossar para se proteger. Sem hidratação suficiente ou com o hábito de andar descalço em piso duro, essa camada vai ficando rígida demais e começa a rachar.
Alguns fatores aumentam a chance de o problema aparecer, como idade avançada, banhos muito quentes, uso frequente de chinelos ou sandálias abertas, excesso de peso e doenças como diabetes ou alterações na tireoide. Em muitos casos, no começo as rachaduras são superficiais e não doem, mas, com o tempo, podem ficar profundas, sangrar e até inflamar.
Quais são os principais sinais e riscos do calcanhar rachado?
O calcanhar ressecado e rachado não deve ser visto apenas como algo estético, pois pode causar dor ao caminhar e facilitar a entrada de microrganismos. Quando as fissuras se aprofundam, aumentam o risco de infecções, principalmente em pessoas com imunidade baixa ou problemas de circulação.
Alguns sinais merecem mais atenção, pois indicam que o problema está avançando e pode exigir avaliação profissional. Entre os sintomas e riscos mais comuns estão:
Quais cuidados diários ajudam a recuperar o calcanhar rachado?
O tratamento costuma começar com cuidados simples em casa, focados em limpeza suave, esfoliação leve e hidratação constante. Quando essa rotina é mantida todos os dias e combinada com calçados adequados, a pele tende a ficar mais lisa, macia e resistente a novas rachaduras.
Esses cuidados podem ser organizados em passos fáceis de seguir, que se encaixam na rotina após o banho ou antes de dormir. Entre as medidas mais recomendadas, destacam-se:
- Higiene suave diária: lavar os pés com água morna e sabonete neutro, secando bem, principalmente entre os dedos.
- Esfoliação moderada: usar lixa própria para pés ou pedra-pomes, no máximo duas a três vezes por semana, sem esfregar com força para não machucar.
- Hidratação reforçada: aplicar cremes próprios para pés, com ureia, glicerina, ácido láctico, manteiga de karité ou óleos vegetais.
- Proteção noturna: em alguns casos, passar um creme mais espesso antes de dormir e usar meias de algodão para segurar a hidratação.
Profissionais de saúde alertam para não usar lâminas, estiletes ou objetos cortantes para tirar o excesso de pele, pois isso pode causar feridas e infecções. Se a rachadura for profunda, doer muito ou apresentar secreção, o ideal é procurar um podólogo ou dermatologista.
Como hidratar o calcanhar rachado em casa de forma eficaz?
A hidratação é o ponto central no cuidado com o calcanhar rachado. Cremes com ureia em quantidade moderada ajudam a reter água na camada superficial da pele, deixando-a mais flexível e menos propensa a fissuras. Ingredientes como pantenol, vitamina E e óleos vegetais reforçam a barreira de proteção e diminuem a perda de água.
Para organizar melhor esse cuidado, vale montar uma rotina simples, repetida todos os dias. Além do creme principal, algumas pessoas gostam de associar óleos vegetais para potencializar o efeito hidratante. Uma sequência básica pode seguir estes passos:
Quando o calcanhar rachado exige atenção profissional?
Na maior parte das vezes, o calcanhar áspero e com rachaduras leves melhora com cuidados caseiros e calçados mais confortáveis, de preferência fechados atrás. Porém, em algumas situações é importante procurar um especialista, especialmente quem tem diabetes, problemas de circulação ou doenças autoimunes, que dificultam a cicatrização.
Alguns sinais indicam que o acompanhamento com dermatologista ou podólogo é mais seguro, pois ajudam a entender a causa das rachaduras e definir o melhor tratamento. Entre eles, vale observar:
- Rachaduras profundas, com sangramento frequente ou dor intensa.
- Vermelhidão, calor local, inchaço ou secreção, sugerindo infecção.
- Calcanhar rachado que não melhora mesmo após semanas de hidratação diária.
- Histórico de diabetes ou má circulação associado a qualquer ferida nos pés.
Nesses casos, o profissional pode indicar pomadas para cicatrização, curativos especiais, ajuste de pisada e orientações sobre o tipo de calçado mais adequado. Assim, a pele tende a recuperar melhor sua integridade, deixando o caminhar mais confortável e reduzindo o risco de complicações.