A Inteligência Artificial (IA) já produz imagens tão realistas que muitas pessoas acreditam estar diante de fotografias verdadeiras. Neste desafio interativo, o leitor testa sua percepção visual antes de descobrir os sinais mais comuns que revelam quando uma imagem nunca existiu.
O desafio começa agora com sua percepção visual
Você verá descrições de cenas que poderiam estar em fotos comuns do dia a dia. Em cada uma, escolha mentalmente se considera a imagem real ou criada por inteligência artificial.
Só depois da escolha, a resposta será revelada com a explicação.
Lobo em campo aberto
Imagens de animais selvagens em cenários naturais costumam gerar alto nível de confiança no leitor, principalmente quando envolvem luz natural e paisagens amplas. Por isso, esse tipo de cena é uma das mais usadas para testar se o olhar consegue perceber detalhes artificiais.
Um lobo aparece parado em um campo aberto coberto por neve ao amanhecer. A névoa está baixa, a luz do sol reflete nos pelos do animal e montanhas surgem desfocadas ao fundo.
Resposta: Imagem criada por inteligência artificial. Apesar do realismo impressionante, a textura do pelo repete padrões sutis e a sombra do corpo não acompanha com precisão a direção da luz do sol.
Mulher no metrô usando o celular
Cenas urbanas do cotidiano costumam passar despercebidas em uma análise rápida, pois fazem parte da rotina visual das grandes cidades. Esse tipo de imagem é frequentemente usado como teste por parecer simples e comum.
Uma mulher está em pé dentro de um vagão de metrô, usando fones de ouvido e olhando para a tela do celular. Outras pessoas aparecem desfocadas ao fundo.
Resposta: Imagem real. A proporção do corpo, os reflexos no vidro, as sombras e a profundidade estão coerentes com uma fotografia comum.
Restaurante flutuando sobre o mar
Ambientes arquitetônicos chamativos aumentam a chance de aceitação imediata da imagem, pois despertam admiração antes mesmo de qualquer análise técnica. Isso torna esse tipo de cena especialmente eficiente para enganar o olhar.
Um restaurante moderno aparece aparentemente suspenso sobre o oceano, com mesas de madeira e clientes sentados à beira da água durante o pôr do sol.
Resposta: Imagem criada por inteligência artificial. Não há estrutura de sustentação visível e alguns braços dos clientes se confundem com as mesas.
Fotografia de onça à beira do rio
Registros de fauna na natureza normalmente são associados a fotografia documental e expedições reais. Justamente por isso, cenas desse tipo se tornaram um dos campos mais desafiadores para diferenciar imagens reais das criadas por inteligência artificial.
Uma onça-pintada está agachada às margens de um rio em meio à mata fechada. O reflexo da água mostra parte do corpo do animal e a vegetação densa ocupa todo o fundo da cena.
Resposta: Imagem criada por inteligência artificial. O reflexo na água não corresponde exatamente à posição do corpo e algumas folhas ao redor apresentam deformações típicas de geração artificial.
Rua completamente alagada após tempestade
Imagens de desastres naturais geram forte impacto emocional e costumam ser compartilhadas rapidamente nas redes sociais. Essa combinação de urgência e dramaticidade reduz o senso crítico de quem observa.
Uma rua está coberta por água da chuva, com carros parcialmente submersos, pessoas caminhando com dificuldade e reflexo dos postes na superfície.
Resposta: Imagem real. O comportamento da água, os reflexos e a movimentação das pessoas confirmam uma situação registrada no mundo real.
As pessoas conseguem ser enganado com facilidade?
A maioria das pessoas ainda confia instintivamente nas imagens como prova visual da realidade. Esse hábito foi construído ao longo de décadas de uso da fotografia como registro fiel.
Com a popularização da inteligência artificial, esse padrão passou a ser explorado por imagens cada vez mais convincentes.
Quais erros ainda denunciam imagens criadas por inteligência artificial?
Mesmo com avanços significativos, a IA ainda comete falhas recorrentes em detalhes que passam despercebidos em uma análise rápida. Antes de observar a lista, é importante lembrar que esses erros surgem, quase sempre, nos pontos menos observados da imagem.
Os sinais mais comuns são:
- Mãos com dedos em excesso ou deformados
- Textos distorcidos ou sem sentido
- Sombras desalinhadas com a fonte de luz
- Pele sem textura natural
- Objetos deformados no fundo
Até especialistas erram ao diferenciar imagens reais de artificiais
Certos profissionais como fotógrafos, designers e analistas também erram quando as imagens produzidas por Inteligência Artificial alcançam um alto grau de realismo. Em muitos casos, apenas ferramentas técnicas conseguem ajudar na identificação.
Quando a imagem é compartilhada em baixa qualidade ou por meio de capturas de tela, os indícios visuais ficam ainda mais difíceis de detectar.
A inteligência artificial já consegue simular a realidade visual
Hoje, os geradores conseguem criar pessoas que não existem, cidades fictícias, acidentes simulados e cenários naturais que parecem autênticos. Isso amplia o poder criativo da tecnologia, mas também o risco de manipulação.
O impacto atinge desde redes sociais até conteúdos jornalísticos e publicitários.
Como evitar cair em armadilhas visuais na internet?
O principal fator de proteção é a atitude crítica ao consumir qualquer imagem. Observar apenas a cena não é mais suficiente para definir se algo é verdadeiro. Verificar a fonte, buscar o contexto original e desconfiar de imagens perfeitas demais reduz consideravelmente o risco de engano.
Além da desinformação, imagens e vídeos gerados por inteligência artificial também vêm sendo usados em golpes digitais cada vez mais sofisticados. Criminosos utilizam rostos falsos, vídeos manipulados e até vozes clonadas para aplicar fraudes financeiras, enganar vítimas em redes sociais, simular autoridades e criar anúncios fraudulentos. Esse tipo de golpe se aproveita justamente do realismo visual para criar uma falsa sensação de confiança.
A seguir confira com o Renato Cunha como identificar fraudes feitas por IA com vídeos e imagens e como agir diante essa situação:
@renatocunha_re 🎭 Golpes com vídeos falsos criados por IA: já viu isso? Imagina alguém te mandar um vídeo com a sua cara, sua voz, falando exatamente como você… só que você nunca gravou aquilo. É isso que está acontecendo. E não é ficção científica, é golpe em pleno 2025. Os golpistas pegam vídeos e áudios seus das redes, jogam em um programa de inteligência artificial e criam um vídeo fake. Parece você. Fala como você. Mas é 100% falso. E o objetivo? Pedir dinheiro, aplicar golpe, ou manchar sua imagem. 🔐 COMO SE PROTEGER (e proteger quem você ama): 📱 1. Oriente sua família: Avise que você nunca vai pedir dinheiro por vídeo ou mensagem. E que se acontecer, confirmem com você por chamada ou presencialmente. 🔒 2. Revise suas redes sociais: Evite deixar tudo público. Cada vídeo ou áudio é material pro golpista. 📣 3. Faça um vídeo de alerta seu: Fale com seu público e seus contatos sobre essa nova modalidade. Isso salva muita gente! 🧾 4. Se fizerem um vídeo falso com você: Registre um B.O.; Reúna provas (prints, links, datas); Publique um vídeo desmentindo e avise nos grupos de família e trabalho. 🧠 5. Atenção a vídeos com urgência emocional: Pedido de ajuda, tom desesperado, "faça um PIX agora"… Isso é gatilho de golpe. Confirme sempre com a pessoa por outro canal. ⚠️ Esse tipo de golpe ainda vai crescer muito. Quem já sabe, ajuda a proteger os outros. Compartilhe esse vídeo. E nunca esqueça: Hoje, ver não é mais prova de verdade. #GolpesComIA #DeepfakeGolpe #IAHiperRealista #CuidadoComGolpes #RenatoCunha #SegurançaNaInternet ♬ som original – Renato Cunha
O que muda na forma como consumimos imagens?
A relação entre imagem e verdade mudou profundamente. Hoje, uma cena pode parecer real, ter qualidade fotográfica e mesmo assim nunca ter existido. A nova realidade exige atenção redobrada e responsabilidade tanto de quem produz quanto de quem compartilha conteúdo visual.
A linha entre o real e o artificial nunca foi tão difícil de perceber. A inteligência artificial rompeu a antiga lógica do “ver para crer” e impôs uma nova necessidade de verificação. Desenvolver senso crítico visual passou a ser uma habilidade essencial para navegar com segurança no ambiente digital.