A lista de carros para não comprar em 2025 divulgada pelo criador de conteúdo AutoAmigosOficial chamou a atenção dos apaixonados por automóveis. Conhecido no TikTok por falar sobre o mundo automotivo de forma direta e descontraída, ele compartilhou quais modelos 0 km, na opinião dele, não valem o investimento este ano.
No vídeo, que já gerou bastante debate, o influenciador aponta três nomes conhecidos do mercado: Fiat Argo, Renault Duster e Honda City. Para embasar essa conversa, analisamos cada um deles com base em dados e avaliações de fontes confiáveis, verificando se as críticas realmente fazem sentido.
Por que o Fiat Argo aparece na lista dos carros para não comprar em 2025?

O Fiat Argo, lançado em 2017, mantém a mesma geração desde então, apesar de pequenas atualizações estéticas. No teste de segurança Latin NCAP de 2021, a combinação Argo/Cronos com dois airbags recebeu 0 estrelas, alcançando apenas 24 % de proteção ao motorista, 10 % para crianças e 7 % em sistemas de segurança. Esses dados refletem plataforma antiga, estrutura instável e falta de recursos modernos como controle de estabilidade (ESC). Portanto, a crítica sobre pouca evolução tecnológica e segurança reduzida é respaldada por fontes confiáveis.
A Renault Duster está realmente ultrapassada?

A Renault Duster comercializada no Brasil é a segunda geração, iniciada em 2020, enquanto a versão europeia já está na terceira. O facelift mais recente chegou em 2024, com mudanças visuais como antena shark-fin, teto preto e faróis de LED, sem renovação estrutural.
É válido lembrar que o acabamento interior ainda utiliza materiais mais simples, o que pode dar a sensação de “interior antiquado” na comparação com concorrentes mais modernos. A crítica do influenciador reflete uma percepção comum e fundamentada.
O Honda City é um bom carro… mas pelo preço, vale repensar?

O Honda City é conhecido pela boa dirigibilidade, conforto e tecnologia. Mesmo assim, o influenciador aponta que, ao pagar cerca de R$ 150 mil por um compacto como o City, o consumidor poderia optar por sedãs médios como Corolla, que oferecem mais espaço e, muitas vezes, melhor pacote tecnológico.
Não encontrei comparativos diretos no Brasil, mas relatos em fóruns indicam que sedãs médios são considerados alternativas mais vantajosas nessa faixa de preço. A crítica é, portanto, contextualizada: o City é bom, mas sua faixa de preço pode ser pouco competitiva.
Qual conclusão tiro dessas análises?
- Fiat Argo: crítica justificada — plataforma antiga, segurança baixa.
- Renault Duster: crítica válida — modelo atrasado estruturalmente, acabamento simples, facelift estético recente.
- Honda City: razoável — bom carro, mas pode oferecer menor custo-benefício frente a sedãs maiores por faixa de preço.