Os trabalhadores brasileiros que contribuíram para o Fundo PIS/Pasep entre 1971 e 1988, bem como seus herdeiros, têm até janeiro de 2026 para solicitar o saque das cotas. Este fundo, que foi criado para complementar a renda dos trabalhadores com carteira assinada, agora está disponível para retirada, após a transferência dos recursos para o Tesouro Nacional em 2023.
O Ministério da Fazenda estima que cada beneficiário receba, em média, R$ 2,8 mil. O processo de solicitação pode ser feito de forma digital, através do aplicativo FGTS ou da plataforma Repis Cidadão, eliminando a necessidade de comparecimento às agências bancárias.
Como funciona o calendário de saques?

O calendário de saques foi estruturado para facilitar o acesso dos beneficiários aos recursos. Os pagamentos são realizados mensalmente, de acordo com a data de solicitação. A Caixa Econômica Federal divulgou as seguintes datas:
- Pedidos feitos até 28/2: pagamento em 28/3
- Pedidos feitos até 31/3: pagamento em 25/4
- Pedidos feitos até 30/4/2025: pagamento em 26/5
- Pedidos feitos até 31/5: pagamento em 25/6/2025
- Pedidos feitos até 30/6/2025: pagamento em 25/7/2025
- Pedidos feitos até 31/7: pagamento em 25/8
- Pedidos feitos até 31/8: pagamento em 25/9/2025
- Pedidos feitos até 30/9: pagamento em 27/10
- Pedidos feitos até 31/10: pagamento em 25/11
- Pedidos feitos até 30/11: pagamento em 26/12
- Pedidos feitos até 31/12/2025: pagamento em 26/1/2026
Quais são os procedimentos para solicitar o saque?
Os interessados devem submeter seus pedidos através do aplicativo FGTS ou da plataforma Repis Cidadão. A Caixa Econômica Federal, responsável pela operação, enviará os pedidos aprovados ao Ministério da Fazenda. Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) e depositados diretamente na conta bancária do beneficiário ou em uma conta poupança social digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem.
Qual é o contexto histórico do fundo PIS/Pasep?
O Fundo PIS/Pasep foi instituído para apoiar financeiramente os trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988. Originalmente, o saque só era permitido em situações específicas, como aposentadoria ou doença. No entanto, em 2018, o governo liberou o saque das cotas, facilitando o acesso ao dinheiro que muitos desconheciam possuir.
Em 2020, uma medida provisória extinguiu o fundo, transferindo os recursos para o FGTS. Desde então, o processo de retirada foi simplificado, permitindo que os beneficiários requisitem o dinheiro de forma digital, sem a necessidade de ir a uma agência bancária.
O que esperar no futuro?
Com a possibilidade de saque estendida até 2026, espera-se que mais trabalhadores e herdeiros solicitem suas cotas. O governo continua a monitorar o processo, garantindo que os recursos sejam disponibilizados conforme o orçamento da União permita. Essa iniciativa representa um passo importante na gestão dos fundos públicos e no apoio aos trabalhadores brasileiros.