A cidade de Santos, situada no litoral de São Paulo, recentemente adotou uma legislação inovadora para reforçar a segurança nas escolas. Esta nova lei estabelece um programa municipal dedicado à prevenção de incidentes violentos em instituições de ensino, com o intuito de proteger a comunidade escolar.
Proposto pelo vereador Sérgio Santana, o projeto visa capacitar professores, funcionários e agentes de segurança para reconhecer e evitar possíveis ameaças. Esta ação é uma resposta às preocupações crescentes sobre a segurança nas escolas, motivadas por eventos trágicos ocorridos anteriormente.
Por que o apoio psicológico foi excluído?
Um ponto de discussão na nova legislação foi o veto ao artigo que previa o acompanhamento psicológico para os envolvidos em incidentes de violência escolar. A administração municipal argumentou que o atendimento deve ser abrangente, realizado por uma equipe multiprofissional, e não focado apenas no aspecto psicológico.
Embora essa decisão tenha gerado debates sobre a importância do apoio psicológico em situações de violência escolar, a prefeitura manteve sua posição de que um atendimento mais completo é necessário para tratar adequadamente todos os envolvidos e suas famílias.

Quais ações a nova lei inclui?
A nova legislação voltada à segurança nas escolas visa criar um ambiente mais protegido e preparado para lidar com possíveis situações de risco. Para isso, foram incluídas ações práticas que envolvem toda a comunidade escolar, promovendo conscientização e preparo técnico.
- Treinamentos específicos
Direcionados a alunos, professores e funcionários, com foco na identificação de ameaças e resposta a emergências. - Materiais educativos
Distribuição de conteúdos informativos sobre segurança para reforçar o aprendizado e a prevenção. - Palestras com especialistas
Realização de encontros com profissionais da área de segurança para orientar e esclarecer dúvidas da comunidade escolar.
Uma medida adicional é a instalação de sistemas de vigilância por câmeras nas escolas, operados pelo Centro de Controle Operacional (CCO) ou por empresas privadas. Este monitoramento tem como objetivo aumentar a segurança e permitir uma resposta mais ágil em caso de incidentes. A lei também estabelece um canal direto de comunicação com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal, além de um acompanhamento preventivo de possíveis ameaças.
Impacto da violência escolar e o caso de realengo
A preocupação com a violência nas escolas é antiga e tem suas raízes em eventos trágicos do passado. Um exemplo significativo é o massacre ocorrido em 2011, em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, um ex-aluno entrou armado na escola e disparou contra estudantes, resultando na morte de 11 crianças e ferimentos em outras 13. Este evento chocou o país e destacou a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.
O vereador Sérgio Santana citou este caso ao justificar a nova lei, enfatizando que a violência nas escolas muitas vezes reflete problemas sociais mais amplos. Ele destacou que as consequências de tais atos afetam profundamente todos os envolvidos, sejam eles vítimas ou agressores.
Como a nova lei pode influenciar a segurança escolar?
A implementação desta lei em Santos pode servir como um modelo para outras cidades que enfrentam desafios semelhantes. Ao promover a capacitação e a conscientização, a legislação busca criar um ambiente escolar mais seguro e preparado para lidar com ameaças. A colaboração entre escolas, forças de segurança e a comunidade é essencial para o sucesso dessas iniciativas.
Com a adoção dessas medidas, espera-se que as escolas de Santos se tornem espaços mais seguros, onde alunos e educadores possam se concentrar no aprendizado sem o medo constante de violência. A nova lei representa um passo significativo na direção de um ambiente escolar mais protegido e consciente.