O presidente Donald Trump assinou um novo decreto que altera a política de contraterrorismo dos Estados Unidos (EUA) e coloca os cartéis de drogas como a principal ameaça à segurança nacional americana.
Como os cartéis passam a ser prioridade máxima dos EUA?
A nova estratégia assinada por Trump muda o foco adotado nos últimos 25 anos. Pela primeira vez, organizações ligadas ao narcotráfico aparecem acima de grupos como Al Qaeda e Estado Islâmico nas prioridades do governo americano.
O documento de 16 páginas foi confirmado pelo diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, que afirmou que a decisão foi tomada para proteger os cidadãos americanos do avanço das drogas e da violência ligada aos cartéis.
Como o governo Trump classificou as novas ameaças terroristas?
A estratégia divide as ameaças em três grandes categorias e amplia o conceito de terrorismo dentro dos Estados Unidos. Segundo o governo, o objetivo é neutralizar grupos considerados perigosos antes que atuem em território americano. Entre os principais alvos definidos pelo novo plano estão:
- Cartéis de drogas e gangues transnacionais
- Grupos jihadistas islamistas
- Extremistas violentos de esquerda
- Movimentos anarquistas e antifascistas
- Organizações acusadas de apoiar violência política
Qual a justificativa do governo Trump para a medida?
O decreto destaca que, durante um período de 12 meses do governo anterior, mais americanos morreram por drogas traficadas pelos cartéis do que todos os militares dos EUA mortos em combate desde 1945.
Segundo Sebastian Gorka, a nova política será guiada pelo princípio de proteger a população americana. O governo também reforçou operações marítimas contra o narcotráfico, destruindo embarcações suspeitas de ligação com os cartéis.
Como a estratégia amplia vigilância sobre grupos dentro dos EUA?
Além do combate internacional, o governo americano pretende intensificar ações domésticas contra grupos considerados violentos. Entre eles, organizações associadas ao movimento Antifa e setores classificados como radicais pela Casa Branca.
De acordo com Gorka, as autoridades usarão “todas as ferramentas constitucionalmente disponíveis” para mapear integrantes, rastrear conexões internacionais e impedir possíveis ataques antes que ocorram.
Quais as pressões internacionais no plano americano?
O novo plano prevê reuniões com aliados internacionais para fortalecer ações conjuntas contra ameaças terroristas. O governo americano citou preocupação especial com o Irã e com a segurança no estreito de Hormuz, uma das regiões mais estratégicas do mundo.
A medida surge em meio ao aumento da tensão política após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido em setembro de 2025. Assessores da Casa Branca passaram a defender uma resposta coordenada contra grupos acusados de incentivar violência política.
Quais os principais alvos dos EUA?
Mesmo com o foco ampliado nos cartéis, a estratégia mantém pressão sobre organizações extremistas islâmicas. O governo afirmou que continuará promovendo ações de inteligência e operações para enfraquecer movimentos jihadistas globais.
Segundo o documento, grupos como a Al Qaeda seguem entre os principais alvos das forças de contraterrorismo dos Estados Unidos, que pretendem ampliar operações de monitoramento e destruição dessas organizações.