Reconstituição de acidente com carro alegórico que matou menina no Carnaval será hoje

Reconstituição de acidente com carro alegórico que matou menina no Carnaval será hoje

A Polícia Civil já marcou para as 18h deste domingo (22) a reprodução simulada do acidente que causou a morte da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos.

Raquel foi imprensada entre um poste e um carro alegórico da escola Em Cima da Hora, durante o carnaval no Rio, e chegou a perder a perna direita em uma cirurgia complexa.

A menina ficou internada em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade, e, segundo funcionários da unidade, teve uma hemorragia interna.

Durante a cirurgia, que durou mais de 6 horas, Raquel sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela também teve traumatismo no tórax e respirava por aparelhos.

Um vídeo mostra o momento do acidente com abre-alas da escola da escola, logo após o primeiro desfiles da Série Ouro, no dia 20 de abril.

Depoimentos do diretor e dos funcionários da escola

A Polícia Civil apreendeu o carro e ouviu o diretor da escola, Flávio Azevedo da Silva, e a mãe da menina, Marcela Portelinha. Funcionários que cuidavam do carro alegórico na avenida e o coordenador da dispersão também foram ouvidos.

Eles são funcionários terceirizados da empresa de guindaste — responsável pelo esquema de deslocamento dos carros da dispersão.

O caso, a princípio, é investigado com sendo homicídio culposo, quando não há intenção de matar, segundo a delegada Maria Aparecida Mallet, da 6ª DP (Cidade Nova).

Após o acidente, a Justiça determinou que as escolas de samba façam escolta dos carros alegóricos até os barracões. A decisão do juiz Sandro Pitthan Espíndola, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, acolheu o pedido do Ministério Público estadual.

Motorista diz uma coisa, imagens mostram outra

A delegada Maria Aparecida disse que imagens de câmeras de segurança contradizem o que o motorista do carro alegórico afirmou em depoimento.

Segundo Mallet, várias crianças estavam brincando próximo ao veículo — ao contrário do que disse o condutor na delegacia.

À polícia, o motorista, que não teve a identidade revelada, disse que não viu crianças em cima do carro, deu a partida e prosseguiu com o reboque da alegoria. Câmeras de segurança, entretanto, indicam o contrário, que naquele momento havia várias crianças no carro, não apenas Raquel.

Créditos: G1.




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