MP-RJ denuncia delegada Adriana Belém por lavagem de dinheiro

MP-RJ denuncia delegada Adriana Belém por lavagem de dinheiro

Policiais encontraram quase R$ 2 milhões em dinheiro na casa da acusada, que foi presa em flagrante no último dia 11 de maio

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou a delegada Adriana Belém, presa no último dia 11, por lavagem de dinheiro. Ela foi um dos alvos da operação Calígula, na qual agentes encontraram quase R$ 2 milhões em sua casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A 2ª Promotoria de Justiça Criminal Especializada acusa a delegada de praticar corrupção passiva. Ela é investigada por envolvimento com uma organização criminosa liderada pelo contraventor Rogério de Andrade, responsável pela exploração de jogos de azar no estado.

Além do dinheiro, foi encontrado na residência de Adriana um carro avaliado em quase R$ 200 mil, dado como presente pela delegada ao filho. Segundo o MP, o veículo foi comprado por Adriana através do sobrinho dela Richard Henrique Belém, também denunciado por lavagem de dinheiro.

As investigações apontaram que o carro foi pago em dinheiro por Richard e registrado em nome de sua empresa de advocacia, o que indicaria que o escritório foi utilizado para a lavagem de capitais, segundo o MP.

Na última segunda (23), a Justiça negou o pedido de liberdade feito pela defesa da delegada. E no dia seguinte, Adriana Belém foi transferida para o Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó, segundo a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

R7 tenta contato com as advogadas da acusada. O espaço está aberto para manifestação.

Prisão em flagrante

Inicialmente alvo de busca e apreensão, Adriana foi presa em flagrante após os agentes encontrarem a quantia milionária dentro de duas malas em sua casa, embalada em sacolas de grife.

No mesmo dia, foi preso o também delegado Marcos Cipriano. De acordo com as investigações, ele teria mediado um encontro entre Adriana e o PM reformado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco, que seria outro integrante do grupo de Rogério de Andrade.

Na reunião, Adriana teria agido na liberação de um caminhão contendo mais de 80 máquinas caça-níqueis, que seriam utilizadas em casas de jogos de azar.

Em 2020, a delegada pediu afastamento da Polícia Civil. Recentemente, ela trabalhou na Secretaria de Esporte e Lazer, mas foi exonerada após a prisão. 




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