Ex-premier francês é condenado por emprego fantasma da mulher

Ex-premier francês é condenado por emprego fantasma da mulher

Foto: Thomas Samson

Escândalo remonta a janeiro de 2017, quando jornal semanal revelou o “Penelopegate” em plena campanha eleitoral presidencial

A Justiça francesa condenou o ex-primeiro-ministro François Fillon a um ano de prisão, nesta segunda-feira, pelo emprego fantasma criado para sua mulher como assistente parlamentar, na época em que era deputado.

O ex-chefe de governo (2007-2012) foi condenado a quatro anos de prisão, um deles obrigatório; a pagar uma multa de 375 mil euros (em torno de US$ 400 mil); e a dez anos de inelegibilidade.

Já sua mulher, Penelope Fillon, foi condenada pelo Tribunal de Apelações de Paris a dois anos de prisão com suspensão da pena, 375 mil euros em multa e dois anos de inelegibilidade.

O suplente de Fillon, Marc Joulaud, por sua vez, foi condenado a três anos de prisão com suspensão da pena e a cinco anos de inelegibilidade.

Fillon, de 68 anos, Penelope, de 66, e o terceiro réu, de 54, não compareceram à leitura da sentença. Desde o início do processo, o casal nega ter cometido qualquer irregularidade. Os acusados ainda podem recorrer da decisão.

O escândalo remonta a janeiro de 2017, quando o jornal semanal Le Canard enchaîné revelou o “Penelopegate” em plena campanha eleitoral presidencial. A notícia levou à abertura de uma investigação.

Então grande favorito nas pesquisas como exemplo de integridade, Fillon foi indiciado seis semanas antes do primeiro turno e não conseguiu chegar ao segundo. Acabou deixando de vez a política.

Entre 1998 e 2013, sua mulher recebeu um total de 612 mil euros como assistente parlamentar do marido quando ele era deputado e, depois, de seu suplente. Segundo a acusação, Penelope nunca exerceu a função.

Em primeira instância, em junho de 2020, Fillon foi condenado a cinco anos de prisão — dois deles de cumprimento obrigatório — e sua esposa a três anos de prisão com suspensão da pena.

Constituída como parte civil no processo, a Assembleia Nacional obteve, até o momento, uma indenização de cerca de 800 mil euros por perdas e danos.




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