Em desvantagem nas pesquisas para o Senado, Carlos Eduardo agride adversários e revela a face do “monstro” que a já falecida governadora Wilma de Faria lamentou ter criado

Em desvantagem nas pesquisas para o Senado, Carlos Eduardo agride adversários e revela a face do “monstro” que a já falecida governadora Wilma de Faria lamentou ter criado

A eventual candidatura do deputado federal Rafael Motta (PSB) ao Senado e a vantagem do ex-ministro Rogério Marinho nas pesquisas eleitorais para o Senado, parecem ter tirado do “eixo” o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que também é candidato ao Senado com o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), mesmo sofrendo de enorme rejeição junto a influentes setores do PT, assim como do eleitorado de esquerda “raiz”. Nesta quarta-feira, 11, Alves apontou a metralhadora do ódio para Rogério Marinho, baixando o nível da pré-campanha e acusando o adversário de “ ter a biografia manchada pela corrupção”. A cada dia, Carlos Eduardo mostra que a saudosa ex-governadora Wilma de Faria tinha razão ao dizer que “criou um monstro”, durante uma conversa que teve com a jornalista Micarla de Sousa, que foi vice-prefeita Carlos Eduardo em 2004, período em que foi duramente humilhada por ele.

Ao acusar terceiros de corrupção, o “Senador de Fátima” esquece de olhar o seu passado. Em 2018, o Ministério Público abriu inquérito civil contra ele para investigar o recebimento de propina na forma de doação eleitoral em troca de autorizar o reajuste da tarifa de ônibus em Natal. O empresário Agnelo Cândido, proprietário da empresa de transporte Reunidas, seria o “doador” naquela ocasião.

Também em 2018, já como ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo ficou novamente sob as lupas do Ministério Público ao ser citado em delações premiadas que o envolvia no esquema que ficou conhecido como “Operação Cidade Luz”, que tratava de uma suposto superfaturamento de contratos de iluminação pública.

Nada ficou provado contra o ex-prefeito, da mesma forma que nem Rogério Marinho ou Rafael Motta têm qualquer condenação por atos de corrupção.

O MONSTRO DE WILMA

Em 2020, a ex-vice-prefeita de Carlos Eduardo, a jornalista Micarla de Sousa, resolveu quebrar o silêncio e falar das humilhações que sofreu nas mãos do “monstro” que a ex-governadora Wima Farias disse ter criado, em tom de arrependimento.

Naquela ocasião, Micarla revelou à imprensa que dois dias depois que ajudou a eleger Carlos Eduardo Alves para o seu primeiro mandato como prefeito eleito, foi chamada por ele, que pediu que ela voltasse para a TV Ponta Negra já que na gestão dele não tinha espaço para ela.

Micarla disse na entrevista que telefonou para a então governadora Wilma de Faria e foi conversar com ela, responsável por convidá-la para compor a chapa.

A resposta de Wilma para Micarla teria sido a seguinte: “Criamos um monstro”. Mas na frente, Wilma ocuparia o mesmo lugar de Micarla numa chapa para a Prefeitura de Natal e sofreria a mesma humilhação de Carlos Eduardo.

Até o momento, o ex-prefeito de Natal e hoje pré-candidato ao Senado tem se destacado apenas por suas declarações desastrosas, sem apresentar sequer uma única ideia, proposta ou projeto para o Rio Grande do Norte.

Os ataques têm sido a sua principal plataforma política.

Na atual campanha, está no ar o Carlos Eduardo que em 2012, ao ser questionado pelo jornalista Rafael Duarte sobre sua falta de carisma, respondeu de pronto: “O que é carisma para esse povo? Isso para mim é viadagem”.

Na época a declaração provocou descontentamento em movimentos de combate à homofobia.

Infelizmente, dona Wilma tinha razão: parece mesmo que ela criou um monstro.




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