Cientistas sequenciam genoma humano das ruínas de Pompeia

Cientistas sequenciam genoma humano das ruínas de Pompeia

Pesquisadores conseguiram sequenciar o genoma do corpo de um antigo habitante da cidade romana de Pompeia. Com isso, foram capazes de determinar seu perfil genético e, inclusive, que ele tinha tuberculose.

Pompeia foi uma cidade romana que, no ano 79, foi destruída pela erupção do vulcão Vesúvio. Muitos moradores perderam a vida esmagados por rochas ou pelos destroços de casas e construções. Mas a maior parte morreu por causa do calor intenso e do chamado fluxo piroclástico, uma nuvem de gás quente e cinzas liberada após a erupção de vulcões.

Essa chuva de cinzas soterrou completamente a cidade, que se manteve escondida por 1.600 anos – ela foi redescoberta por acaso em 1748. As mesmas cinzas que se espalharam e a destruíram também ajudaram a protegê-la da ação do tempo. Agora, as ruínas são o local de um sítio arqueológico impressionante, com os corpos das vítimas moldados no formato exato em que foram acometidas pela erupção.

Até então, acreditava-se que apenas a forma dos cadáveres estaria preservada. Mais especificamente, os pesquisadores pensavam que seria impossível analisar o DNA das vítimas, pois a alta temperatura teria destruído a matriz óssea que abrigaria o DNA.

Ao mesmo tempo, as cinzas que ajudaram na preservação podem ter servido como uma proteção extra contra um desgaste maior. Somada aos recentes avanços no campo de sequenciamento de genoma, fragmentos de DNA que não teriam uso agora portam informações recuperáveis.

Pensando nisso, uma equipe de cientistas se propôs a sequenciar o genoma de duas vítimas do Vesúvio. A primeira era um homem, com idade entre 35 e 40 anos no momento da morte. A segunda, uma mulher, que tinha mais de 50 anos na ocasião.

Eles extraíram o DNA da parte petrosa do osso temporal, que fica nas laterais do crânio. É um dos ossos mais densos do corpo; portanto, possui mais chance de conter DNA que pode ser usado.

O material foi extraído e sequenciado, mas só o osso do homem forneceu DNA o bastante para uma análise.

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