Espanha envia navios de guerra para o Mar Negro após aumento da tensão na região

Espanha envia navios de guerra para o Mar Negro após aumento da tensão na região

“A Rússia não pode dizer a nenhum país o que fazer”, disse ministra da Defesa do país. Dinamarca, França e Alemanha, além dos EUA e Rússia, também se movimentam

A Espanha enviou navios de guerra para se juntar às forças navais da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Mediterrâneo e no Mar Negro, à medida que a tensão na região aumenta devido à escalada militar russa na fronteira ucraniana, disse a ministra da Defesa, Margarita Robles, nesta quinta-feira (20).

Um caça-minas já está a caminho e uma fragata partirá dentro de três ou quatro dias, disse Robles a repórteres. O governo de Madri também está considerando enviar jatos de combate para a Bulgária, disse ela.

“A Rússia não pode dizer a nenhum país o que fazer, então a Otan protegerá e defenderá a soberania de qualquer país que possa ou queira ingressar na Otan”, disse ela.

A preferência da Espanha era por uma “resposta exclusivamente diplomática” para resolver o conflito, acrescentou.

A contribuição espanhola para o desdobramento militar da Otan na Europa Oriental ocorre depois que o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, discutiram uma resposta coordenada à ameaça da Rússia à Ucrânia em uma reunião em Washington na terça-feira.

A Rússia concentrou dezenas de milhares de soldados em suas fronteiras com a Ucrânia e os países ocidentais temem que Moscou esteja planejando um novo ataque a um país que invadiu em 2014.

O Kremlin nega que esteja planejando um ataque, mas diz que pode tomar uma ação militar não especificada se uma lista de exigências não for atendida, incluindo uma promessa da Otan de nunca admitir a Ucrânia como membro.

Soldado ucraniano na região de Zolote, Ucrânia, localizada próxima à divisa com a Rússia. Tensão na fronteira aumentou ao longo dos últimos meses / Anadolu Agency via Getty Images

Autoridades ocidentais, diplomatas e ex-funcionários disseram à Reuters esta semana que a Otan, criada em 1949 para deter a ameaça soviética, foi obrigada a considerar reforços que vão contra a exigência de Putin de que a aliança não deve se expandir mais para o leste.

A Dinamarca disse que estava enviando uma fragata para o Mar Báltico esta semana e o presidente francês Emmanuel Macron se ofereceu para enviar tropas para a Romênia. Outras decisões de tropas podem ser tomadas já na cúpula da Otan em Madri, em junho, disseram diplomatas e autoridades.




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