Diretor de entidade: vitória de Lula ajudaria a levar o continente ao precipício

Diretor de entidade: vitória de Lula ajudaria a levar o continente ao precipício

Eleições no Brasil e na Colômbia em 2022 podem reconstruir hegemonia da esquerda na América Latina.

Com governantes de esquerda no poder em partidos como México, Argentina e Chile, as eleições da Colômbia e do Brasil em 2022 serão o fator decisivo para o equilíbrio das forças políticas na América Latina. A avaliação é de Eduardo Cader, diretor do Foro Madri. A entidade, baseada na capital espanhola, reúne organizações de diferentes países latino-americanos em defesa da liberdade e do estado de direito.

Na Colômbia, que vai às urnas em maio, o mais cotado para vencer a disputa é o ex-guerrilheiro Gustavo Petro. No Brasil, as pesquisas têm mostrado Luiz Inácio Lula da Silva como favorito. São sinais preocupantes, na avaliação de Cader. “Se Petro chegar a vencer na Colômbia e Lula no Brasil, o continente inteiro cairá no mesmo precipício”, disse ele à Revista Oeste. Para o diretor do Foro Madri, Paraguai, Equador e Uruguai (ainda fora do controle da esquerda) acabariam cedendo à pressão dos vizinhos mais poderosos. Na avaliação dele, um eventual sucesso eleitoral da esquerda na Colômbia e no Brasil também afetaria os organismos multilaterais da região. “Se eles ganharem o Brasil e a Colômbia, vão continuar com seu projeto de substituição dos organismos multilaterais atuais, incorporando os países que eles conquistarem a uma nova rede de organismos, como a CELAC, que lhes permita validar o socialismo como um modelo”, diz. A CELAC (sigla de Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) é uma entidade fundada em 2010, período em que a maior parte dos governos do continente estava nas mãos da esquerda. O governo de Jair Bolsonaro suspendeu a participação do Brasil no órgão. 

Cader também acredita que a recente vitória de Gabriel Boric no Chile é na verdade uma vitória do regime de Cuba. Boric pertence a uma coalizão que inclui o Partido Comunista do Chile, membro do Foro de São Paulo. “Tendo em conta o que aconteceu em outros países como Venezuela e Nicarágua, podemos afirmar que Gabriel Boric não será quem vai governar o Chile. Ele será somente a figura que obedece e executa as políticas que o regime castrista desenhar para o Chile”, diz Cader.




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