“Temos de resistir ao ceticismo dos perdedores”, diz Guedes

“Temos de resistir ao ceticismo dos perdedores”, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a adotar um discurso otimista em relação ao crescimento do país. Nesta terça-feira, 7, ao participar de um evento com empresários promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o chefe da pasta afirmou que é preciso enfrentar o pessimismo.

“Quando eu olho para o futuro, não consigo ver o Brasil não crescer”, disse Guedes. “Há dificuldades pela frente. Se às vezes parece que somos irreais, não é isso. É porque temos que resistir ao ceticismo dos perdedores das eleições anteriores, que geriram o país por 30 anos e atolaram o Brasil em um crescimento zero.”

Em seu pronunciamento durante o evento, o ministro da Economia afirmou ainda que o Brasil vai crescer em 2022 mesmo com a elevação da taxa de juros pelo Banco Central (BC), como tentativa de conter a inflação. Para Guedes, o investimento, sobretudo do setor privado, manterá a economia aquecida no ano que vem.

“A inflação está subindo. É um problema no mundo inteiro”, comentou. “O Banco Central está subindo os juros. Isso desacelera o crescimento, mas não causa recessão se a taxa de investimento está chegando a 20%. É o pico desde 2014”, completou Guedes.

Reformas
Paulo Guedes também destacou o avanço da agenda de reformas no governo do presidente Jair Bolsonaro. O ministro lembrou que duas das mais importantes, a administrativa e a tributária, já foram entregues ao Congresso Nacional.

“As reformas estão lá. Quem pede a reforma administrativa, está lá, já foi entregue. Quem pede a reforma da tributação, está lá. Está tudo lá, é só aprovar”, disse.

Em relação à reforma da Previdência, aprovada ainda no primeiro ano de governo, Guedes reconheceu que o resultado final ficou aquém do esperado.

“Não fizemos a reforma completa, queríamos fazer mais, queríamos colocar um sistema de capitalização com poupança garantida”, admitiu. “O Brasil estaria assegurando maiores taxas de juros de investimento e crescimento futuro, mas nos deixaram fazer só pela metade.”

Créditos: Revista Oeste.

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